Capítulo — Fernanda Acordei cedo naquele dia, antes mesmo do despertador tocar. Talvez pela empolgação. Talvez pela sensação boa de estar fazendo algo importante. Fazia tempo que eu não sentia meu peito tão leve, tão cheio de planos. Tomei um banho rápido, prendi o cabelo num coque e coloquei uma roupa confortável. Logo depois tomei café com Th — ou melhor, eu tomei, porque ele só bebeu aquele café forte dele e saiu pra boca dizendo que voltava mais tarde. Assim que ele saiu, eu peguei meu caderno e fui direto ver a obra da ONG. A mistura de poeira, cimento, barulho de serra… tudo aquilo que normalmente incomodaria qualquer pessoa, em mim gerava uma energia absurda. Eu anotava tudo, perguntava tudo, me metia em tudo. Os pedreiros já estavam até acostumados. — Fê, olha só, vamos levantar

