CAPÍTULO — NARRADO POR ND Mano… eu vou ser sincero: fazia tempo que eu não via o morro vibrar daquele jeito. A quadra parecia um coração gigante pulsando no mesmo ritmo da batida, luz girando, fogos estourando lá fora, gente cantando tão alto que dava pra sentir o ar tremendo. E no meio de tudo isso, eu tava ali, no camarote, vendo o cria Th receber o reconhecimento que sempre mereceu. Quando o chefe falou o nome dele no microfone… eu juro que senti a espinha arrepiar. Agora, já depois do anúncio, com a música comendo e a comunidade enlouquecendo lá embaixo, eu encostei no parapeito e fiquei observando o Th descer com o microfone desligado ainda na mão. Ele tava com aquele olhar que eu conhecia bem — não era soberba, não era pose. Era sentido. Era saber o peso que carregava. E aí, no m

