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2952 Palavras
Muito tarde da noite daquele mesmo dia, todas estavam sentadas um de frente para os outros em um círculo com uma garrafa vazia de longneck rolando entre elas. Devo ressaltar que a maioria delas estavam bêbadas e rindo até do vento. - EU QUERO MIJAR! – Sofia berrou fazendo Gabriel se engasgar com a bebida em sua boca. Retiro o que disseram, todas estavam muito mais que bêbadas. - Que v***a m*l educada! – Karen a empurrou e Sofia foi parar do outro lado fazendo as outras rirem e ajudar ela a se erguer. – v***a burra! - Cala a boca! – Sofia se debateu tomando um pouco mais da sua bebida. - Olhem só, a filhinha de papai está sendo rude! – Melissa apontou fazendo com que todos a encarassem por alguns instantes. – Isso é um milagre! - Cala a boca também! – Sofia respondeu pra ela. Elas quase não haviam se olhado naquela noite muito menos feito algum tipo de interação. Ainda era estranho para todas. – Vai, Lana... Roda essa p***a! - Calmo cassete. – Lana disse passando a mão na cara. Ainda não estava recuperada pelo lapdance recente recebido de Ash. – Meu senhor, tô toda babada! - Que nojo! – Gabriel disse fazendo careta. – Roda essa m***a! - O próximo que me mandar rodar essa garrafa, vou enviar ela no... – acabou bocejando. - de quem falar! – Sofia iria abrir a boca pra mandar, mas ficou calada quando viu que Lana não estava para brincadeiras. Então Alana rodou enquanto a ponta parou na Sofia. – Opa, parece que agora as coisas vão ficar melhores! Sofia estava bêbada, mas seu corpo tremeu com a possibilidade de estar mais fodida do que aparentava. - Eu escolho eu nunca! – Sofia disse assustada, em uma tentativa falha de se livrar do que estava por vir. Quem havia inventado aquele jogo? – EU NUNCA JOGUEI: EU NUNCA! - CALA A BOCA! – Karen berrou. Parecia que bêbados gostavam de gritar. – Escolhe verdade ou desafio! - Você não pode mais pedir verdade! – Ash lembrou. – Então só te resta sofrer as consequências. - Eu não quero mais brincar. – Sofia disse e Ariana riu. - Para de frescura. A única coisa r**m que irá acontecer é você bancar o Alok na frente de todo mundo, mas não será a primeira vez que... – Karen tentou, mas... - SILÊNCIO! – Sofia disse desesperada, ainda tentando pensar em como se livraria daquilo. - Continue, eu tô adorando. – Lógico que foi a Yoko quem se envolveu na história, seja o que quer que fosse acontecer jamais ficaria de fora daquele evento. Não foi à toa que ficaram horas dentro de um avião vindo do Japão para que fosse excluída dos eventos. - Lana, vai logo... Há coisas que nós não precisamos saber. - Lógico que Alana concordaria com as palavras de Melissa. - Te desafio a fazer um o**l na Mel! – Foi certeira. Melissa, quem estava bebendo mais um pouco de vodca se engasgou e foi preciso Ash, Gabriel e Ariana pra a fazer voltar ao normal. Lana e Yoko não sabiam se riam ou se tentavam continuar fingindo que aquilo não era nada demais. Mas claro que era, porém quem disse que isso fazia algum sentindo naquelas mentes embriagadas? Coisas ilógicas eram fáceis de serem feitas e a razão havia dado adeus para suas consciências. Estavam por si só naquela espécie de jogo da discórdia. - Uma pena que ninguém filmou a reação de vocês, foi bastante hilária e eu adoraria poder ver novamente. – Gabriel comentou, querendo não pensar no que estava para acontecer. - Eu sou hétero! – Sofia disse fazendo Lana revirar os olhos. – Calma aí, não sei o que você quer com isso, maaaaaas... Ela tem namorada, não quero problemas e... - Ah, eu não vejo problema nisso! – Ariana disse fazendo Sofia olhar para ela assustada. Aquilo era realmente sério? A garota estava deixando Melissa à mercê dos toques de outra pessoa? "Eu estou sonhando, isso é um sonho e eu estarei acordando em breve!" Sofia implorou em pensamento. -... Além do mais, você não manda nas vontades dos outros, Mel m*l consegue respirar direito de tão assustada que está. Tenho certeza de que.. - Ela vai querer sim! – Yoko falou apressada fazendo Melissa ficar mais assustada ainda. – Ela adora, inclusive! - Não vou fazer isso aqui na frente de vocês! – Sofia tentou mais uma vez. - Isso também não é novidade pra você. – Sofia quis bater em sua melhor amiga. - Se você não fizer terá de nadar pelada no rio lá em baixo! – Ela olhou para fora vendo que estava chovendo muito e que estava muito frio. – Se Mel recusar, ela terá de nadar pelada e... - m***a! – Sofia se arrastou para o lado, onde um tapete de veludo estava sobre o chão. – Tira sua roupa! Melissa revirou os olhos e se arrastou para perto dela, o corpo tremendo mais que vara verde, elas não estariam atravessando limites demais naquela noite? - E-eu posso fazer isso? – Ela parecia relutante. - Não! – Foi tudo que Sofia respondeu antes de começar a abrir o zíper de Melissa. - Eu posso ao menos te beijar? – Embora tivesse saído sussurrado, aquela pergunta havia pegado Sofia desprevenida. Elas sabiam que todas estavam bêbadas demais para lembrar-se dos detalhes na manhã seguinte, até mesmo sabia que bateria o arrependimento. Então, ela havia colocado em sua mente que estava tarde demais para nadar nua na madrugada e com um frio da p***a por baixo de uma tempestade. Ela não queria saber como Melissa iria se sentir como ela mesma iria se sentir, ou se as meninas realmente iriam levar aquela ideia boba de ver elas ali adiante. Ela só queria acabar com aquilo tudo de uma vez por todas antes que sua consciência voltasse ao normal e mostrasse o quão errado era aquilo. - Não também... – Foi tudo o que ela disse. Melissa suspirou e ficou só de calcinha na parte de baixo. Ela se deixou e de braços abertos sobre o tapete olhou para o teto. Ela também não queria criar esperanças, expectativas ou qualquer outra coisa. Ela sabia que se fosse realmente contra, aquilo não aconteceria. Porém, o álcool já dominava o seu corpo demais para ela ter que dizer não. Ela também se lembrava de Sofia naqueles aspectos, isso era o suficiente para causar qualquer estrago em seu psicológico. Sofia sentou entre as pernas abertas de Melissa e levantou sua blusa até que seus s***s estavam expostos. - Ei, eu disse o**l! – Lana disse do nada. Ela não queria acreditar que veria aquilo ali. Sua vontade era sair e correr para não ter aquilo em sua mente, mas suas pernas não queriam obedecer a seus comandos. - Calada, não me desconcentre! – Sofia olhou para ela. Karen arregalou os olhos com receio por que ela sabia que sua amiga estava deixando de ser a pessoa que ela conhecia e começava a dar lugar à outra pessoa. – Eu preciso deixar ela excitada! - Você poderia beijar a boca dela! – Gabriel disse incrédulo. - Beijos são íntimos demais.. – Ela disse e encarou Melissa que olhava para ela tão intensamente que Sofia julgou ver a alma da garota de olhos claros. – Não estou pronta pra lidar com isso... Ninguém ousou perguntar nada. Mas quando Sofia deitou o corpo sobre o de Melissa, ela fechou os olhos, havia algo dentro de si que implorava para que ela jogasse Sofia para o lado e a possuísse, mas ela estava se segurando. Foram distribuídos beijos no ponto de pulso da Melissa, que apertava com força o tapete, Sofia foi descendo até que seus olhos se abriram para encarar Melissa. Seus s***s estavam ali mesmo, esperando por ela como sempre tivesse sido dessa forma, Sofia sentiu raiva por que pensou que aquelas coisas lindas estavam sendo tocadas por outras mãos, adoradas por outras pessoas e sem pensar, puxou o sutiã para baixo e com certa força desnecessária e sua boca foi de encontro ao mamilo direito fazendo Melissa fechar os olhos e morder o lábio inferior para tentar calar o gemido que queria escapar de sua boca. Sofia brincava de várias formas possíveis, mas o incômodo entre suas pessoas aumentou gradativamente. Ela desceu a mão até o s**o de Melissa, notando o quão molhada a calcinha estava. Então soltou sua boca do seio como se não tivesse nem aí, Melissa a olhou e com o rosto vermelho de raiva, Sofia deu de ombros, não se importando com nada e nem ninguém. Eram apenas as duas mulheres ali, naquele tapete fazendo algo que jamais deveriam ter deixado de fazer. Era o amor delas, muito tempo adormecido, na forma mais bruta que estavam fazendo conseguindo pratica-lo. Com passagens entre beijos, chupadas e mordidas, Sofia chegou com euforia até a calcinha de Melissa e com todo o cuidado do mundo afastou para o lado. Ela colocou mais uma vez na sua cabeça que aquilo era apenas um desafio. Que fazer aquilo, não a levaria para o fundo do poço novamente, que tocar Melissa daquela forma, não faria com que se tornasse uma desequilibrada emocionalmente. Com calma, ela beijou Melissa bem ali onde ela precisava. Sofia fechou os olhos, pois sabia que se os mantivesse abertos, choraria e seria humilhante explicar que não havia superado Melissa e que jamais iria conseguir. Seria humilhante por que Melissa havia seguido em frente e tinha encontrado uma pessoa legal enquanto ela se perdia toda noite com alguém diferente. Então, ela aproveitaria aquele momento para tentar se satisfazer o máximo que pudesse. Suas mãos seguraram em torno das coxas de Melissa, quando a mesma tentou fecha-las. Sua língua passava com maestria sobre o c******s duro e Melissa perdia totalmente o controle, acabou gemendo em voz alta fazendo com que Sofia ficasse cada vez mais excitada. Elas até mesmo haviam esquecido onde estavam e que estavam com plateia. Um desastre total para aqueles que se lembravam da montanha russa que foi aquele relacionamento e um horror psicológico, repleto de lembranças boas para as duas protagonistas daqueles detalhes. Sofia não se aguentou e precisou descer com a língua até a entrada de Melissa e a penetrou com a mesma diversas vezes. Ambas pareciam fora de órbitas e prestes a perder o controle, as mãos de Melissa desceram para os cabelos de Sofia e segurando firme sua cabeça, Melissa ditou um movimento para que Sofia a seguisse e assim a garota mais nova o fez. Com os movimentos certos acabou chegando ao ápice, mas o que ninguém sabe é que por causar esses efeitos em Melissa, Sofia havia acabado de ter seu próprio o*****o sem nem ao menos ser tocada. Ela sabia que se Melissa soubesse, saberia dos efeitos que ainda era capaz de causar em si mesma. E aproveitando a oportunidade perfeita, Melissa mudou as posições rapidamente, trazendo Sofia para baixo de si e a beijou com uma a pressa que acabou pegando todo mundo de surpresa. Sofia acabou respondendo até que teve noção da m***a que estava acontecendo, todo seu corpo gritava para que ela parasse e esquecesse tudo, mas seu cérebro se lembrava de tudo o que passou quando Melissa partiu. E isso foi o suficiente para que ela quebrasse o contato de seus lábios e empurrasse a garota loira para o lado a deixando sobre o tapete que havia sido testemunha de suas aventuras de segundos atrás. Melissa parecia confusa, ela havia visto pelos olhar de Sofia que a mesma queria, então por que agiu daquela forma? Melissa teve sua resposta quando olhou para o lado e viu que apenas Karen e Lana estavam ali as encarando como se fossem o final de um grande mundial de futebol. Um tanto doentio, mas sensato uma vez que ambas eram melhores amigas delas. Ninguém ousou dizer nada até que Sofia se colocou em pé se sentindo sóbria o suficiente para compreender a maior burrada que havia feito. Foi então que Melissa resolveu se pronunciar. - O que aconteceu? – O sussurro rouco foi ouvido devido ao silêncio sepulcral presente, envolta delas, chegava à causar arrepios pelas espinhas das quatro mulheres ali presentes. - Como assim o que aconteceu? – Sofia perguntou na defensiva, completamente consumida pelo medo. – Acabei de ultrapassar todos os limites que havia imposto sobre nós e você ainda pergunta o que aconteceu? – Ela estava incrédula ao se levantar e afastar. - Onde você está indo? – Melissa viu como ela estava e se preocupou. - Vou pra longe de você! – Foi o que Sofia respondeu. Ela já tinha perdido todo o senso comum que havia criado com a profissão. - Você não pode ir embora e me deixar assim? - Melissa apontou para a parte de baixo do seu corpo e o lugar que seu coração estava. Sofia olhou para ela dos pés à cabeça, respirou fundo pra tentar afastar os tipos de pensamentos que sempre rondava sua mente toda vez que olhava para Melissa. Céus, ela era a coisa mais linda que Sofia tinha visto! - Não posso Melissa? – Ela perguntou com um amargor em sua boca, um sentimento r**m se apossando de seu corpo, como quando sua outra personalidade aparece e a transforma em um monstro sem nenhum tipo de emoção. – Você não podia ter me deixado sem respostas com um coração em mil pedaços, mas mesmo assim você o fez! Melissa perdeu todos os argumentos. Todas pareciam incrédulas com a mudança brusca de humor. Uma hora estavam ali, em uma demonstração clara de amor e agora estavam jogando facas uma na outra como se fosse à coisa mais normal do mundo. - Isso é diferente... Você não entenderia! – Melissa tentou se explicar. - Você é quem não entenderia Melissa! – A garota loira se lembrou de que Sofia só a chamava daquela forma quando estava muito magoada, e ela notou que havia uma enorme mágoa nos olhos da garota mais alta. – Quando você me afastou da sua vida sem que eu soubesse ao menos o porquê, eu me perdi totalmente! – Agora, lágrimas começavam a surgir. – Eu tentei procurar respostas, eu pedi desculpas por algo que até hoje não entendo. Eu te procurei diversas vezes, mas você sempre me manteve longe... Sempre dizia que precisávamos nos comunicar mais e eu concordava, eu dizia até quantas vezes meus olhos se fechavam no dia. Você nunca me disse o suficiente, mas eu aceitava por que eu te amava. Então, quando você sumiu, eu me perdi aqui dentro. – Sofia tocou em seu coração. – Eu não sabia dizer o que era eu, por que tudo em mim gritava o seu nome... Meus dias eram sem sentidos por que eu não tinha você para me fazer sorrir ou me desejar bom dia, eu não tinha você pra dizer que me amava ou que eu estava linda. Eu não tinha ninguém para aturar minhas alterações hormonais ou alguém para brigar por causa da falta do uso de calcinhas. Minhas noites eram baseadas em ficar acordada olhando para qualquer canto do meu quarto escuro por que o vazio que você me deixou não era preenchido pelos livros da faculdade que eu tentava ler... Eram nas noites em que eu podia ouvir sua voz e sorrir por que era meu som favorito. Cigarro nenhum foi o suficiente para acalmar minha alma, Melissa... Por que, por mais clichê que pareça você era meu melhor tranquilizante e eu me sinto uma boba agora falando coisas estúpidas para alguém que acha que eu não entenderia seus motivos. – Sofia limpou as lágrimas do seu rosto e quando Karen tentou se aproximar, ela negou com a cabeça. – Desde sua ida, meus dias passaram a ser sem sentindo por que eu olhava para algo e sentia a falta. Eu sempre sentia falta de algo... Ou alguém. Eu lia nossas conversas para que doesse menos, mas não era capaz de ver alguma foto sua por que meus olhos lagrimavam e eu não sabia lidar com o fato de chorar por ter sido abandonada mais uma vez... – Melissa chorava baixinho e isso apenas trouxe mais dor a Sofia, ela queria não se importar. – Eu sentia sua falta até quando não deveria e tive que me acostumar com isso, mas vontade de ir até você não me faltou. Eu chegava a me perguntar se essa havia sido sua intensão desde o início, sabe? Fazer com que eu me apaixonasse por você para simplesmente sair da minha vida como se fosse à coisa mais normal do mundo, como se você não tivesse levado meu coração junto... Então, não diga nada sobre não entender.. Eu não sei pelo o que você passou, não sei os motivos que te levaram a me afastar de você, mas se te fiz algo que contribuiu com isso... Eu peço perdão, mas eu não quero essa carga novamente na minha vida. Não quero ter você por alguns minutos a mais e depois ter que ir embora como se você não tivesse desgraçado minha vida... Por que doeu, ainda dói e eu superei.. Só por favor, jamais... Jamais diga que eu não entenderei algo por que é obvio que eu não poderia se você optasse por continuar escondendo as coisas de mim. Como disse uma cantora que você gosta; amar-te foi legal, quente e doce e era um lugar seguro para abaixar minha guarda, mas te amar teve consequências. Infelizmente elas foram as piores para mim. Então ela se foi. Melissa soube que havia sido para sempre.
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