Sarah Montserrat Fui embora do presídio nervosa. Não brava ou estressada, mas sim, nervosa. Como Justin simplesmente deduziu que eu estava m*l? Está tão aparente assim? É impossível, simplesmente impossível que um presidiário que eu conheço há quase um mês tenha entrado numa parte tão pessoal da vida. Quando cheguei na clínica, entrei direto no meu consultório e peguei a ficha de Justin. Minhas anotações antes do abraço eram as seguintes: “Gosta de ficar sozinho, aprecia a fama de ser o ‘terror' da solitária. Calado, observador. Não gosta de tocar em assuntos sobre sua pena, prefere sexualizar as coisas. Impenetrável, desconfiado, frio.” Risque alguns itens e anotei outros: “ Não gosta de ficar sozinho, porém, quer ser o ‘terror' da solitária. Observ

