Capítulo 27 GABRIELA NARRANDO Acordei com a sensação de que o mundo tinha mudado de eixo. O quarto estava inundado por uma claridade mansa, bem diferente da fúria da noite anterior, mas o peso no meu peito era real. Levei a mão ao rosto, sentindo a pele quente. A lembrança do que eu fiz, mesmo em silêncio, me atingiu como um soco. Olhei para o lado e a cama estava vazia. O lençol ainda tinha o rastro do corpo dele, o cheiro de homem misturado com o perfume da chuva. Ele tinha ido embora. Ele nem sequer esperou eu acordar. — Até parece né? Tô querendo demais. Me levantei devagar, sentindo meu corpo estranho, sensível. Cada centímetro da minha pele parecia recordar o toque e a pressão do corpo do General contra o meu. Eu estava vivendo uma mentira perigosa, me masturbandö nos braços d

