Capítulo 17

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Capítulo 17 GABRIELA NARRANDO Depois de ontem a noite eu custei para dormir e hoje acordei com o corpo pesado, como se tivesse levado uma surra emocional durante o sono. A cena na cozinha ontem à noite não parava de passar na minha cabeça como um filme de terror que eu, estranhamente, queria ver de novo. O General socando a geladeira, o rosnado dele, o jeito que ele me olhou antes de me mandar sumir, isso não era o comportamento de um pai. Nem de longe. Rolei na cama, encarando o teto. Decidi aqui mesmo, com o sol entrando pelas frestas da cortina, que eu não ia mais me humilhar. Se ele queria me tratar como um estorvo, como uma prisioneira que ele não consegue nem olhar na cara, então que fosse. Eu não ia mais implorar por um pingo de atenção paternal de um homem que parecia ter nojo d

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