5. Decidida a fugir

1411 Palavras
Giovanna Algo em mim oscilou entre aceitar o destino que me foi importo e fugir dele. E é claro que eu decidi fugir, porque nunca fui mulher de aceitar o que me era imposto sem protestar. Consegui que meu pai me desse um dia para arrumar minhas coisas e me despedir das minhas irmãs. Seria suficiente para colocar meu plano em prática. Mais tarde naquele dia, eu joguei minha bolsa de maquiagem em uma bolsa maior. Eu não podia lever muito quando fugia, mas levava minhas coisas favoritas, como os brincos que mamãe me deixou. Uma foto minha e das minhas irmãs. As leggings que se encaixam perfeitamente nas minhas pernas e b***a. E, claro, meu passaporte e dinheiro. — Esta é uma má ideia, — minha irmã, Chiara, disse. — Como você vai viver? — Esqueça isso, como ela vai escapar de papai e dos guardas? — Sofia virou a página de sua revista, m*l prestando atenção. — Você nunca chegará à rua, Gio. — Sim, eu vou. Dois anos atrás, descobri que as câmeras não cobriam uma lasca do muro de pedra que cercava nossa casa, então coloquei pontos de apoio na pedra, o que me permitiu ir e vir com a frequência que ousava. Foi assim que escapei para fugir com os meus amigos algumas vezes. Minhas irmãs não sabiam disso, no entanto. Essa rota de fuga era muito perigosa para qualquer um além de mim. Chiara fez um barulho na garganta como se não acreditasse em mim. — Papai vai ficar totalmente chateado quando você for pega. Mala feita, fui e sentei na cama ao lado delas. — Eu odeio deixar vocês duas, mas eu tenho que fazer isso. Não posso me casar com um estranho e me tornar uma esposa da máfia, presa em casa com um monte de filhos enquanto meu marido fode uma amante ao lado. — Os Giordano são muito ricos, — disse Chiara. — Eu os pesquisei no Google. Eles vivem em um castelo, Gio. Um castelo juro por Deus. E os filhos dele são lindos. Eu não sei do que você está reclamando. — Filhos? — Sim, dois deles. Venha ver. — Eu não quero ver ninguém. Eu só preciso terminar de arrumar minhas coisas. — Mamãe desistiu de sua carreira de modelo pelo papai e ela sempre se arrependeu. Você não se lembra dela tão bem quanto eu, mas não posso desistir da chance de uma vida normal. Não por qualquer quantia de dinheiro. Não vale apena. — Eu entendo, — Sofia disse, sempre a mais sensata. — E eu não acho que você deveria concordar. Essa família tem fama de perigosa. Eu poderia muito bem acreditar. Ninguém chegou ao topo da máfia Siciliana sem ser m*l e aterrorizante. Sofia tocou minha mão. — Tenho mil dólares guardados no meu quarto. Você quer? Senti vontade de chorar. Novamente. Eu joguei meus braços ao redor dela. — Eu não posso aceitar seu dinheiro, Soh. Você pode precisar disso algum dia. Mas é muito gentil de sua parte oferecer. — Eu tinha cinco mil mais algumas moedas na minha bolsa. Não durará muito, mas será o suficiente para desaparecer. Eu esperava. Em seguida, abracei Chiara, que me abraçou quase com relutância. — Eu vou te ver de novo em uma hora ou mais quando os homens de papai te arrastarem de volta para dentro, — ela disse. — Bem, mesmo que não queira, por favor, me dê um abraço. Isso fez com que os braços de Chiara se apertassem levemente. — Boa sorte, Gio. — Eu amo vocês duas. Usem estes próximos dois anos para descobrirem uma saída. Ele não vai casar vocês antes dos dezoito anos. — Ele pode, — Sofia disse. — O pai da Giannina arranjou seu casamento quando ela tinha apenas treze anos. Bruto. Eu me levantei e peguei minha bolsa. — Vocês duas podem vir comigo, vocês sabem. Chiara franziu a testa. — Isso só tornaria mais fácil para nós sermos pegas. Além disso, eles não vão nos machucar em retaliação. Eu esperava que isso fosse verdade. Mulheres e crianças deveriam estar fora dos limites em qualquer conflito da máfia, mas eu nunca me perdoaria se alguma de minhas irmãs fosse prejudicada por minha causa. — Convença papai a honrar sua palavra de permitir que cada uma de vocês vá para a faculdade. — Vá, — Sofia pediu. — Está escuro o suficiente agora para que você não seja vista. Ela estava certa. Eu precisava ir. Os guardas estavam jantando por apenas mais vinte minutos. Olhei para o meu telefone na cômoda. Não o levar comigo parecia muito estranho, mas seria muito fácil me encontrar se eu o guardasse. Eu precisava deixá-lo para trás, como sempre fazia quando fugia. Depois de abrir a janela, peguei a corda que mantinha debaixo da cama, prendi-a à cabeceira da cama e desenrolei-a sobre o parapeito da janela. Joguei minha mochila no chão e desci para o quintal. Minhas irmãs me observaram descer com segurança antes de puxar a corda de volta. Eu soprei um beijo para elas e corri para as árvores. Eu não poderia ficar em um hotel, mas poderia ir a casa de uma amiga. Pela manhã, eu iria bolar um plano. Talvez eu vá para algumas país da Europa. Em algum lugar onde eu pudesse viver livre. Eu não aguentava ficar trancada lá dentro, não desde que eu acidentalmente me tranquei em um armário quando menina. Eu odiava lugares fechados. Levou quatro horas para alguém me encontrar, e eu estava quase catatônica de medo até então. Depois disso eu odiei ficar dentro de casa, e mamãe costumava me deixar segui-la pelo jardim. Ela cultivava vegetais e flores, e sempre parecia que tudo ao seu redor era lindo. Desde então, adoro terra, pedras e ar fresco. Primeiro eu tinha que escapar da propriedade. Então eu precisaria ficar escondida, mudar meu nome e nunca entrar em contato com minhas irmãs. Eu não podia permitir que papai me encontrasse, não até que a ameaça tivesse passado. Eu tinha que deixar tudo isso para trás e tomar conta de mim mesma. Encontrar a felicidade para mim mesma, como minha mãe havia me incentivado. Nunca se acomode, Giovanna. Seja alto suficiente. Ela disse essas palavras quando eu era jovem, e eu não tinha entendido na época. Mas eu entendia agora... e eu seguiria o conselho dela. Segui o caminho desgastado até a parede e entre as árvores, onde as câmeras não podiam ver. Eu joguei minha mochila por cima da parede primeiro, depois usei os apoios para os pés para subir. No topo, joguei minhas pernas e segurei com as duas mãos para poder pular o resto do caminho. Exceto dedos envolvendo minhas pernas, me assustando. Eles não deixaram. Eu chutei forte. Mas não adiantou. As mãos só apertaram. — Pare com isso! Me solte. — Sem chance, Giovanna. Não, não, não. Isso não podia estar acontecendo. Como o maldito Giodarno me encontrou aqui? Era impossível. Lutei para fugir, mas meus braços enfraqueceram e fui rapidamente forçada a largar a parede. Caí em um peito duro e masculino, os braços se dobrando como tiras de aço ao meu redor. — Tire suas mãos de mim. Eu não vou com você. Ele não se mexeu. — Você vem comigo. Mesmo que eu tenha que drogá-la para fazer isso. Eu suspirei. — Me drogar? É isso que vocês fazem com mulheres relutantes? As drogam e fazem elas fazerem o que você quer? Seus lábios encontraram a borda da minha orelha. — Eu não poderia dizer. Não há mulheres relutantes em minha vida, Giovanna. Isso foi... s****l? Minha mente permaneceu confusa, mas meu corpo devia estar a bordo porque pegou fogo. Eu estava perto o suficiente para sentir o cheiro dele – limão e hortelã e talvez maçã verde – e meus m*****s apertaram. Fechei os olhos, humilhada. Por que eu estava tendo essa reação, especialmente quando esse homem queria me sequestrar e me forçar a casar com ele? Usando toda a minha força, eu resisti contra ele. — Saia de cima de mim, seu i****a. Ele deu uma risada suave. — Acho que terei que drogá-la. Tentei me afastar para ver seu rosto. — Não por favor. Não... Uma picada afiada na parte de trás do meu pescoço foi seguida por uma corrida fria em minhas veias. — O que é que foi isso? Você está falando sério? E o mundo ficou preto.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR