Elisie Bellamy A boca dele não pede permissão. Ela toma. Lucien me beija como se estivesse tentando apagar algo, como se cada segundo contido desde a noite passada tivesse sido apenas um mero lembrete de algo distante e ele precisa relembrar. É uma loucura sem tamanho. Eu ainda estou marcada e ainda cansada da noite longa que ele me deu. Mas, não consigo sair. A mão dele ainda está firme na minha nuca, dedos longos pressionando o ponto exato que me faz perder o equilíbrio. Eu sinto o calor do corpo dele colado ao meu, a presença esmagadora, impossível de ignorar. O meu coração dispara. As minhas mãos sobem quase sozinhas, agarrando o tecido da camisa dele, sentindo a tensão escondida aqui. Lucien solta um som baixo, contido, como se estivesse se segurando por pura força de vontade.

