7

932 Palavras
Alice Depois que eu terminei de me arrumar e de comer, porque eu comi que nem uma desesperada, já que não sabia quantos dias ainda iam me deixar com fome, ele me entregou algumas bolsas e disse pra eu tomar cuidado. Depois disso, me colocou dentro de um carro, e os vapores me trouxeram até a porta do presídio. Eles me explicaram exatamente tudo o que eu tinha que fazer. Quando chegou a hora de entrar, eu fiquei me tremendo toda. Fui revistada, e eu me senti completamente perdida, porque nunca pensei que ia passar por esse tipo de coisa. Um dos guardas me levou até onde eu ia ficar, junto com o d.e.s.g.r.a.ç.a.d.o do Brutus. Quando fiquei de frente pra ele, comecei a me tremer todinha. O guarda mandou eu empurrar a porta. Eu empurrei. Ele tava sentado na cama. Me olhou de cima a baixo com um sorrisinho nos lábios. Eu entrei tremendo, coloquei as coisas no chão e fiquei analisando ele. Era um homem bonito, alto, moreno, tatuado. Nem parecia traficante. Ele tava sem camisa, e deu pra ver o corpo sarado. Um gostoso que não vale nada, provavelmente. Brutus: bom dia. Eu não sabia que você era tão m*l-educada. Pensei que o Tóxico tivesse te dado alguma educação. Alice: eu não te devo bom dia nenhum. Até porque eu fui obrigada a pisar aqui. Você, seus vapores e aquele seu subchefe são ridículos. Ele me deixou com fome e só me alimentou hoje pra eu não desmaiar aqui na porta do presídio. Um dos seus homens tentou me agarrar como se eu fosse uma c.a.c.h.o.r.r.a no cio. E você ainda quer bom dia? Pode pegar o seu bom dia e enfiar no seu— Antes que eu terminasse a frase, ele se levantou, me segurou firme e me encostou na parede. Segurou meu pescoço e começou a apertar de leve. Brutus: olha como você fala com sujeito homem. Acho que tu tá perdendo a noção do perigo, né? Eu tentei empurrar ele com força, mas não consegui desgrudar o corpo dele do meu. Alice: me solta agora. Brutus: você é muito bonita, sabia? Essa língua afiada tá deixando as coisas mais interessantes. Gostei. E adorei o vestidinho também. Ele começou a subir a mão pela minha perna. Eu me mexi rápido, tentando me afastar, mas ele foi levantando o meu vestido até a altura do umbigo e ficou olhando pra minha calcinha. Brutus: gostei da calcinha. Preto é minha cor favorita, sabia? Ele começou a beijar meu pescoço. Eu me debatia, tentando me soltar, e parecia que ele tava se divertindo com aquilo. Perto dele, eu me sentia de papel. Ele baixou a parte de cima do meu vestido, e meus s***s escaparam. Ele sorriu, apertou um deles, e eu implorei. Alice: para, por favor… não faz isso comigo. Ele me encarou por alguns segundos, me soltou e se afastou. Eu ajeitei a roupa rápido. Ele se sentou, começou a abrir as coisas que eu tinha levado. Tinha pão com queijo, e ele começou a comer como se nada tivesse acontecido. Eu fiquei encolhida no canto, abraçando meu próprio corpo. Eu sabia que não ia conseguir brigar com ele. A forma como ele me segurou na parede e arrancou o meu vestido foi rápida demais. Brutus: tu vai ficar aí encolhida? Tu é muito bonita pessoalmente, sabia? Alice: não faz nada comigo à força, por favor. Brutus: vem cá. Eu dei dois passos na direção dele, tremendo, mas o meu corpo travou automaticamente. Eu não queria admitir, mas ele me dava medo. Não o medo explosivo do Aranha, que ameaça e grita, mas um medo diferente, porque ali eu não tinha como me defender. — Eu não vou pedir de novo. Eu me aproximei devagar e fiquei em pé na frente dele. Ele colocou o copo em cima de um dos isopores e largou o pão. Alice: por favor… Brutus: me falaram que você era mais corajosa, Alice. Você veio aqui pra t*****r comigo, e é isso que a gente vai fazer até o final do dia. Eu quero que você se adapte a isso. Mas agora você pode sentar e comer alguma coisa. A gente tem bastante tempo. Eu não vou te forçar a nada. Só que, se você não servir pra mim, você não serve viva. Assim que colocar os pés no Vidigal de novo, o Aranha vai te matar. Então eu vou te c.o.m.e.r agora. A única coisa que a gente precisa saber é se você vai colaborar ou não. Alice: eu não fiz nada com você. Brutus: nasceu no lugar errado, boneca. Eu não tenho culpa se você é muito gostosa. Achei que era menos, mas olhando assim… você é muita coisa. Vou falar pro Aranha não te deixar sem comer. Vou pedir pra ele te deixar numa casa sua — ou melhor, na sua não, porque pode ter arma lá. Apesar de você parecer frágil aqui, eu acho que você conseguiria matar alguém. Deve ter sido treinada. Eu comecei a chorar. Um choro compulsivo. Ele me encarava sem nenhum sentimento. Nem pena, nem culpa. Nada. Só passou a mão no meu rosto, secando minhas lágrimas, e disse: — Eu não vou deixar ninguém fazer nada errado com você. Espero que o vapor que tentou te agarrar já esteja morto. E outra coisa: pro seu azar, eu te achei mais atraente do que na foto. Então você vai ter que vir aqui pelo menos duas vezes por semana. E, da próxima vez que eu te ver, eu não quero choro. Não vai adiantar comigo.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR