Sayuri O quarto está silencioso demais. Um silêncio que não acalma. Um silêncio que aperta o peito, como se algo r**m estivesse criando coragem do lado de fora pronto pra entrar. Estou sentada na cama, abraçando as próprias pernas, encarando a porta fechada como se ela pudesse se abrir sozinha a qualquer momento. O ar aqui dentro parece pesado. Cheira a coisa antiga, a casa que guarda segredos demais nas paredes. O relógio do corredor marca o tempo em batidas abafadas, lentas, como um coração cansado. Tenho um pressentimento r**m. Daqueles que não vêm do nada. É como se algo tivesse saído do lugar no mundo. Então eu ouço. O barulho da moto. Meu corpo inteiro reage antes da minha cabeça. O som grave ecoa pelo beco, o motor sendo desligado de forma brusca. O silêncio volta, mas ago

