Jogador Eu tô no escritório, porta trancada, tentando resolver parada de conta que o vapô trouxe mais cedo. Papelada, dinheiro contado, rádio ligado no baixo pra ouvir o movimento no morro. Mas minha cabeça não tá aqui. Tá nela. Sempre nela. Desde ontem no quarto, desde a lingerie preta, desde o olhar que eu não devia ter dado. Eu virei uísque até de madrugada, mas não apagou p***a nenhuma. A tela das câmeras de segurança tá ligada no canto da mesa. Eu olho de relance, hábito antigo, pra pegar visão de tudo. E aí eu vejo. Ela descendo as escadas. Devagar, como se soubesse que eu tô olhando. O enquadramento pega tudo: biquíni minúsculo preto, fio dental sumindo na b***a perfeita. Corpo bronzeado, pernas longas, cabelo preto liso balançando. O jeito despreocupado, como se não soubes

