Sayuri Eu tô parada ali, encostada na parede fria, o coração batendo tão forte que parece que vai explodir no peito. O Felipe sumiu correndo, nem olhou pra trás. E agora só sobrou eu e ele. O Jogador. Meu padrasto. O homem que me criou. O dono do morro. Ele tá na minha frente, alto pra c*****o, peito subindo e descendo rápido, olhos pretos brilhando de uma raiva que eu nunca vi de tão perto assim. Eu sinto o ar pesado. A música da festa ainda rola lá longe, abafada, mas aqui no canto escuro atrás da escada parece que o mundo parou. Ele chega mais perto. Perto demais. O calor do corpo dele chega antes do toque. Eu vejo a fúria no olhar dele, o maxilar travado, as veias saltando no pescoço tatuado. Ele tá irritado comigo. Irritado de verdade. De repente, a mão dele segura meu pu

