Sayuri Eu tô deitada no peito dele, nua, o corpo ainda quente e dolorido do que acabou de acontecer. A respiração dele tá calma agora, o braço pesado em cima do meu peito, a pele dele suada colada na minha. Eu sinto o coração dele batendo devagar contra o meu ouvido, e por um momento acho que vai ser assim: a gente quieto, juntos, processando o que rolou. Eu espero que ele diga alguma coisa. Qualquer coisa. Um “tá tudo bem?”, um “você foi incrível”, um carinho no cabelo, um beijo na testa. Algo que mostre que isso significou pra ele o mesmo que significou pra mim. Mas ele não diz nada. Não me acaricia. Não se mexe. Só fica olhando pro teto, quieto, como se estivesse pensando em outra coisa ou refletindo sobre o que acabou de acontecer entre nós. Como se eu não estivesse ali, colada

