Jogador A Sayuri desmaiou nos meus braços. Um segundo ela tava agarrada em mim, chorando, o corpo tremendo. No outro, os olhos dela viraram, os braços caíram, e ela pendurou mole no meu colo. — Sayuri! — chamei, sacudindo ela de leve. — Sayuri, p***a! Nada. O enfermeiro começou a me sacudir. A mão dele no meu ombro, insistente. — Senhor! Senhor, a polícia tá aqui! — a voz dele era aguda, desesperada. — O pai do Felipe chamou! O senhor tem que sair agora! Polícia. A palavra bateu no meu ouvido igual tiro. Olhei pra ele, sem processar. Depois pros lados. Funcionários correndo no corredor, passos apressados, vozes abafadas. A orientadora tava na porta, pálida. — Sai pelos fundos! — ela falou, rápida. — Vai! Deixa ela aqui, nós cuidamos dela! Deixar ela aqui. Nem passou pela minha

