Desdém de Lucian

1534 Palavras
PONTO DE VISTA DE BRAEDON Entrei no meu quarto e parei abruptamente, sentindo outra presença, minha mão automaticamente indo para o interruptor de luz, iluminando o quarto e delineando a figura perpetradora estirada na cama, com um largo sorriso no rosto. Tentei não suspirar. Depois das travessuras desta noite, eu realmente não estava inclinado para o que ela estava oferecendo. Meu lobo também estava irritado, não querendo ser tocado por ela, e tudo o que eu podia fazer era contê-lo enquanto ele ameaçava emergir novamente à superfície. “Ela tinha escolhido a pior hora possível”, pensei, enquanto ela se deitava lá de forma sedutora, seus olhos brilhantes para mim. Em qualquer outro momento, eu teria sido mais do que tentado, mas agora eu estava insensível às suas investidas. — Braedon — Ela sussurrou, seus longos cabelos ruivos sedosos espalhados pelos travesseiros, sua pele pálida e cremosa realçada pela camisola verde rendada e pela calcinha que ela usava, abrindo um pouco as pernas, dando-me uma visão clara, antes de se sentar e me chamar para mais perto. — Cordelia — Eu disse baixinho, sem me mover do batente da porta — O que você está fazendo aqui? Não fiquei feliz em descobri-la em meu quarto. Embora tivéssemos tido intimidades, elas aconteceram quando eu estava iniciando e quando meu lobo estava mais calmo. Ela nunca havia feito isso comigo antes e, embora a maioria dos homens se considerasse sortuda, meu lobo estava pronto para arrancar a garganta dela. Eu não me atrevi a me aproximar, com medo de que ele fizesse exatamente isso. — O que você acha que eu estou fazendo aqui, bobinho? — Ela disse, arqueando as costas para que seus s***s empurrassem o material frágil de sua lingerie — Eu estou aqui para te satisfazer — Ela acrescentou sedutoramente, levantando-se e deixando seus cabelos caírem desordenadamente por suas costas. Ela tinha um corpo de dar inveja, uma silhueta esguia e quadris curvilíneos que faziam um homem querer tocá-la por completo. No entanto, pela primeira vez, eu não sentia nada enquanto a observava. Sem desejo, sem interesse, sem vontade. Era estranho. Meu lobo estava satisfeito comigo. Limpei a garganta e olhei para mim mesmo, ainda estava coberto de gotas de sangue da batalha contra os renegados. — Como você pode ver, não estou em condições de te receber — Eu disse delicadamente, tentando argumentar com ela. Ela inclinou a cabeça e seus olhos se arregalaram ao ver o sangue. — Meu Deus, Braedon, o que aconteceu? — Ela exclamou, se aproximando para ver de perto. — Não é nada — Eu disse de forma rígida — Não é o meu sangue. Houve um ataque de renegados. Ela ficou chocada e colocou uma mão na boca, seus olhos se arregalando. — Um ataque de renegados? — Ela sussurrou — Mas como eles entraram no território? — Não importa, isso já foi resolvido — Eu disse com rigidez — Eu me certifiquei de que não aconteça novamente. Mas você deveria sair, Cordelia. Preciso me limpar — Eu acrescentei apontando. “Pronto. Agora ela deveria entender e me deixar em paz”, pensei satisfeito. Ela estendeu a mão e me tocou, e eu cerrei os dentes, sentindo a raiva do meu lobo inundar meu corpo. — Eu posso esperar — Ela murmurou — Ou até mesmo te ajudar a limpar — Ela sugeriu maliciosamente. “Ela tenta e eu arranco a cabeça dela!” Trovejou Lucian. Engoli em seco. — Receio que eu esteja um pouco esgotado depois do ataque. Não estou no clima para companhia — Eu disse a ela, enquanto ela me olhava confusa — Talvez em outro momento — Adicionei, me sentindo um bastardo. “Muito obrigado, Lucian. De verdade.” Ela assentiu lentamente, afastando-se. — Entendo — Ela gaguejou, pegando um roupão de seda do chão e o amarrando rapidamente em volta do corpo — Vou te ver amanhã? — Ela perguntou esperançosa, olhando para mim com grandes olhos suplicantes. “No final da mesa, longe de nós, com os outros membros da matilha, onde ela pertence. Vadia.” Meu lobo estava mais falante do que nunca, ao invés de seu habitual silêncio sombrio. Eu preferia quando ele ficava calado. Pelo menos, nesse caso, ele não estava xingando Cordelia e expressando seu ódio por ela. — Amanhã — Eu concordei apressadamente, observando enquanto ela se dirigia à porta, antes de pausar e olhar por cima do ombro. Ela piscou para mim. — Eu aceito esse adiamento — Ela disse sapeca, me lançando um beijo e fechando a porta atrás dela. Respirei aliviado. Foi breve. “Eu cortarei nosso pênis antes de deixar você t*****r com aquela v***a novamente”, ele rosnou, seu tom impregnado de malícia. “O que raios há de errado com você? Você sabe que se não encontrarmos nossa companheira em breve, não terei escolha a não ser torná-la nossa companheira escolhida ou correr o risco de você se tornar feral e perder completamente a sanidade. Você quer isso? De onde vem todo esse ódio por ela? Lucian, você pelo menos a tolerou, mesmo que não a tenha gostado, e agora tudo mudou. Por quê?” “Ela não é nossa companheira. É um insulto dormir com ela. Não a suporto. Por que você a escolheria para ser nossa companheira escolhida? Nós encontraremos nossa companheira, apenas nos dê mais tempo. Eu sei que ela está lá, esperando por nós. Você corre o risco de perdê-la ao escolher uma companheira escolhida!” “Não temos mais tempo, Lucian. Você está se tornando cada vez mais agressivo a cada dia que passa. Eu m*l consegui voltar à forma humana nesta noite. Assim que eu voltar da Matilha Dark Rising, vou fazer de Cordelia minha companheira e não há mais o que discutir. Não vou deixar este reino com um Rei Alfa feral e sem herdeiro no comando. Você entende? Compreenda isso.” “Você tenta fazer dela nossa companheira escolhida e eu a matarei enquanto ela dorme ao nosso lado. Não aceitarei nenhuma mulher além da nossa companheira e estou te avisando agora.” Suas palavras foram arrepiantes, sedentas de sangue e definitivas. Eu nunca senti tanta fúria do meu lobo antes, mas era evidente que ele queria dizer cada palavra que acabara de falar. Fui ao banheiro e comecei a me arrumar, me perguntando o que fazer agora. Eu não permitiria que Lucian ditasse minha vida, mas também não poderia colocar Cordelia em perigo, não é? Não com o conhecimento que tenho. Lucian fez uma careta de escárnio. “Esqueça dela. Tenho a sensação de que nossa companheira está mais próxima do que você pensa. Quero minha companheira e não vou desistir até encontrar ela. Então mantenha seu maldito p*u nas suas calças”, rosnou ele. “E pare de pensar nessa besteira de companheira escolhida. Eu preferia me tornar selvagem do que me submeter a essa prostituta pelo resto da minha vida miserável. Eu quero a benção da deusa da lua, mesmo que você não queira!” Não disse nada, voltei para o quarto e me deitei na cama. Suas palavras eram raivosas, mas eu também sabia que meu lobo não era e******o. Ele não queria se tornar selvagem, assim como eu. “Eventualmente”, eu disse a mim mesmo, “ele veria a razão e saberia que não tínhamos outra escolha.” Cordelia nos amava a ambos. Ela e eu estávamos namorando há mais de um ano. Ela sabia como ser uma Luna e como cuidar do bando. Ela conhecia o bando por dentro e por fora. Não havia ninguém mais adequado para o papel. Ela era uma anfitriã graciosa para Alfas e Lunas visitantes. Eu não conseguia pensar em mais ninguém que eu gostaria na posição de Luna. Lucian só teria que se acostumar com a ideia. Quer ele queira ou não, eventualmente o tempo se esgotará e teremos que tomar uma decisão, não importa o que quisermos para nós mesmos. Governar os bandos vem com responsabilidades e ele não pode esquecer disso. Ser um Rei Alfa possui suas próprias regras e condições. Às vezes, o amor e encontrar a outra metade de nós com a benção da deusa da lua, simplesmente não está nos planos. Por mais triste que seja, às vezes você tem que deixar seus sonhos irem e se sacrificar pelo bem maior. Eu só queria que o pensamento de fazer isso não doesse tanto ou que não partisse meu coração no processo. Eu não desejava causar dor ao meu lobo, mas algo me dizia que eu estava prestes a fazer exatamente isso, e isso fez meu peito apertar em resposta. Não é fácil ser um metamorfo às vezes e compartilhar um corpo com outra entidade. Mas ainda assim, não teria de outra maneira. Ele era meu melhor amigo, apesar de tudo. “t**o humano. Você ainda não entende, não é? Virar as costas para a benção da deusa da lua é convidar o próprio desastre para sua vida. É recusar um presente de uma deusa. Com o tempo, você verá. Não diga que não te avisei, Braedon. O que acontecer será porque você ignorou o meu aviso.”
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