É madrugada do dia quinze de março. Deixo Luíza dormindo e vou acompanhar as entregas das mercadorias, deixo um motorista a postos para levá-la para a escola. Quase no final da entrega, meu telefone toca, é Henrique. — Rapha, a bolsa estourou! — ela diz assim que atendo. — Que bolsa? Estamos investindo em ações agora? — pergunto confuso. — Não, idi.ota! — ele ri nervoso. — O bebê vai nascer! A bolsa estourou! Estamos indo para o hospital! — Nossa! Desculpe! Estou indo para lá! — Termine as entregas, acredito que já está acabando. E ainda estamos saindo daqui. Busque a Luíza na escola. Leve-a junto, por favor. — Está b... — mas ele já desligou o telefone. — bem... — fico olhando para o telefone. — O que houve, Dom Rapha? — Mário pergunta ao volante. — O bebê de Henrique vai na

