Foi assim que nos conhecemos e foi assim que começamos a nossa relação. A gente sempre se encontrava naquele quarto pequeno e fodia por horas. Yoongi tinha um apetite s****l quase insaciável e eu me tornava igual quando estava com ele.
Eu me lembro bem da primeira vez em que eu quis mudar aquela nossa relação casual. A gente se encontrava quase sempre nas Quintas à noite e com certeza nas Sextas, por um mês inteiro e não fazíamos nada além de t*****r e ter conversas rasas na cama. As coisas que eu sabia sobre Yoongi, fora os seus gostos sexuais, era que ele tinha dezenove anos e que ele trabalhava meio período em um restaurante e ainda assim eu não fazia ideia do seu cargo, só que ele sempre escapava desses assuntos e eu respeitava, mesmo estando curioso.
Sem falar que, na época, eu não tinha dito a ele que eu ainda tinha dezessete anos e ele nunca tinha me perguntado minha idade. Mas era esperado, afinal, ele me conheceu bebendo em uma boate. Ele só podia supor que eu devia ter no mínimo dezoito anos, não que o meu amigo barman estava me servindo bebidas sem nem eu precisar usar minha identidade falsa, que era muito bem feita, por sinal.
Mas eu lembro como as coisas começaram a mudar de rumo, como eu as direcionei para isso. Eu estava deitado na cama, que rangia a cada quicada que Yoongi dava sobre mim. Eu segurava a sua cintura fina e o assistia tremer de prazer e gemer a cada sentada que dava sobre o meu p*u. Ele me encarou e mordeu seus lábios avermelhados, os soltou e abriu a boca, passando as mãos nos cabelos suados, os colocando para trás. Senti meu estômago estremecer e arranhei as suas coxas para descontar um pouco daquela sensação intensa que ameaçava me consumir antes da hora.
— Oh, você quer gozar, Jungkookie? — o jeito irônico que ele costumava dizer meu nome me excitava. — Você tem que me fazer gozar primeiro, okay?
Aceitei o seu desafio, já que para mim fazer Min Yoongi gozar sempre foi uma tarefa fácil. Segurei a sua b***a e a abri, enquanto movia os meus quadris contra ela, fodendo seu buraquinho em um ritmo mais intenso do que ele estava fazendo sozinho. O corpo magro e menor dele, pulava junto ao meu na cama e Yoongi agarrou meus ombros tentando manter o seu equilíbrio. Sua pele ficou toda avermelhada e ele me encarou choroso. O seu gemido também parecia um choramingo fraco e a melhor parte foi que, quando ele derramou sua p***a por minha barriga, o rapaz sequer tinha recebido qualquer estimulo em seu p*u.
Ah, p***a, eu adorava como ele gozava tão bem só com estímulo anal e do jeito que seu orgasmo apertava o meu pênis em seu interior. Eu tacava o f**a-se pro meu controle e me permitia gozar aliviado. Só que para mim aquilo — ter orgasmos deliciosos com ele — não era mais o suficiente. Encontrar com ele uma ou duas vezes na semana para f***r e saber apenas seu nome e idade não me satisfazia mais. Eu queria ter encontros e saber mais sobre aquele garoto misterioso.
Sendo assim, daquela vez, quando Yoongi desabou sobre o meu corpo com suas pernas fracas e me encarou animado, para depois se jogar ao meu lado na cama, eu respirei fundo buscando coragem e falei com o olhar fixo no teto:
— O que você gosta de fazer no seu tempo livre?
Ele sentou-se na cama e me encarou pensativo. Encarei o seu corpo pálido e manchado do nosso sexo recente, antes de encontrar com os seus olhos.
— De jeito nenhum. — sentenciou com um ar sério.
— O que? Mas eu nem disse nada ainda. — o encarei indignado.
— Mas eu sei o que vai dizer e, não, não vamos sair, não vamos namorar e não vamos nos apaixonar, entendeu? — listou suas condições.
O encarei decepcionado e me sentei. Não estava disposto a desistir ainda. Segurei a sua mão e estava pronto para insistir, quando Yoongi me deu a sua palavra final:
— Qual o problema em curtir isso aqui? — agitou a mão no ar, como se sinalizasse nós dois e aquela relação rasa. — O sexo é tão bom, não vamos estragar isso.
— Mas é só um encontro. — falei abertamente, ele já havia adivinhado de qualquer maneira.
— Que vai virar outro encontro e outro, até você me pedir em namoro.
— Eu nem sei se eu vou gostar de você. — ri, tentando amenizar a situação em sua cabeça.
— Uau, você conseguiu deixar a situação pior ainda, seu i****a. — riu, me dando um tapa no ombro. — Eu vou amar sair com um cara e depois me perguntar o que eu tenho de tão r**m que ele não pôde se apaixonar por mim. — revirou os olhos e levantou-se da cama, se afastando de mim. — Eu tenho que ir trabalhar daqui a pouco. Volta pra sua casa e tira essa ideia maluca da cabeça. Nos vemos depois.
E era assim que Min Yoongi encerrava os assuntos entre nós dois, me expulsando do único lugar onde eu sabia que poderia encontrá-lo. Mas naquela época eu não sabia absolutamente nada sobre ele e estava sendo presunçoso ao achar que podia invadir sua vida assim, só porque eu achava que ele era a pessoa certa para mim. Eu estava tão seguro disso que passei algumas semanas sem ligar para ele e orgulhoso, como eu sabia que ele era, ele com certeza não me ligou também.
Eu tinha bolado uma estratégia arriscada, porque Yoongi podia já ter me esquecido e ter encontrado outra pessoa, mas eu confiava na nossa química. Não era coisa da minha cabeça, tinha algo especial entre a gente. Eu confiava que assim como eu estava sentindo sua falta, ele também sentiria a minha.
Um certo dia, eu só liguei de repente e ele respondeu com uma leve irritação em sua voz, mas assim que eu disse: "Podemos nos ver hoje?", Yoongi soltou seu: "okay" indiferente de sempre. Ele disse que estava trabalhando e ia sair dentro de algumas horas, então, eu tomei um banho, me vesti e fui para aquele hotel no qual a gente sempre se encontrava.
Tive tempo de reparar como aquele lugar era distante da minha realidade e, enquanto eu estava encostado na entrada esperando por ele, observava as pessoas que entravam e saiam com suas expressões cansadas e depois de alguns minutos o vi andando de cabeça baixa, tão distraído que ia passar por mim sem me notar. Agarrei o seu braço e ele virou-se com uma expressão furiosa, mas ficou surpreso ao ver que quem o tocava era eu. Segundos depois sua expressão chateada voltou e ele agarrou o meu corpo, me empurrando contra a parede.
— Seu i-di-o-ta! — falou, socando meus ombros a cada sílaba. — Seu fil-ho da pu-ta! Im-be-cil! Co-mo vo-cê se a-tre-ve, Jung-kook?! — pela sua reação, soube que ele tinha sacado todo o meu planinho infantil.
Ele estava tão puto e mesmo assim eu o achava uma gracinha. Agarrei a sua cintura e colei seu corpo ao meu. Ele parou de me agredir, mas manteve um beicinho fofo nos lábios e suas bochechas infladas. De repente, ele me agarrou pela camisa e beijou minha boca. Yoongi passou as mãos para a minha nuca e pulou para o meu colo. O agarrei automaticamente e continuei aproveitando o gostinho dos seus lábios. Eu estava com tanta saudade, mas tinha valido a pena, porque ele não tinha deixado minha ausência passar despercebida.
— Sentiu minha falta, né? — o provoquei assim que ele parou o nosso beijo.
— Ah, vai se f***r, seu babaca. — sentenciou, voltando a me beijar. — Eu senti, sim, seu desgraçado.
O apertei contra mim e encostei o seu corpo na parede. Yoongi puxava os meus cabelos e intensificava o ritmo do nosso beijo, deixando óbvio que tinha muita saudade de mim, mais do que eu imaginara ou do que ele admitiria em palavras. Esmaguei seu corpo com o meu e roçamos devagar um no outro. Com o ato, ele acabou deixando escapar seu primeiro gemido e foi justo quando uma mulher de voz rouca chamou pelo seu nome.
— Yoongi, vá fazer isso no seu quarto, não na frente do meu estabelecimento.
Ele murmurou um: "okay" e eu o coloquei de volta no chão. Yoongi segurou minha mão e me levou para dentro; me aceitando de volta em sua vida, ainda que fosse só aquilo, por enquanto.