Dez

1107 Palavras
Na noite em que Yoongi rompeu comigo, eu o deixei sozinho e madruguei sem conseguir pregar os olhos. Quando amanheceu, eu estava certo de que as coisas não iam acabar assim para a gente, que tudo anda podia ser resolvido em uma conversa. Então eu tomei um banho, me vesti e fui ao Kkochi & Kkojhyeo, porque eu não conseguia esperar seu expediente terminar. Eu tinha que vê-lo logo, antes que a ansiedade me consumisse. Foi o pior erro que eu cometi e foi quando eu percebi que havia acabado de verdade e não era nenhuma piada. Seu motivo devia ser grave, tanto que ele tinha desconforto até para me contar. — Sr. Jeon, seja bem-vindo. — Choi, meu pai está por aqui? — fui direto ao ponto. — Não, senhor, eu acho que ele não está nem na cidade. — me olhou confuso. — Okay, então, eu vou para a sala dele. Tem um funcionário na cozinha chamado Min Yoongi, peça para que ele vá até a sala do meu pai. O senhor Choi não entendia porque eu queria falar com um dos empregados da cozinha, mas ele não fez nenhuma pergunta, somente seu olhar que ousava me questionar. Fui para a sala do meu pai sem lhe dar nenhuma resposta e me sentei na sua cadeira, esperando Yoongi entrar por aquela porta. Meu coração batia acelerado e eu sentia um pouco de falta de ar. Eu achava que tudo ia se resolver ali, mas não conseguia relaxar mesmo assim. — Ah, p***a. — o ouvi xingar assim que entrou e seu corpo pareceu relaxar um pouco mais. Ele me encarou furioso e bateu a porta revirando os seus lindos olhos felinos. — c*****o, Jungkook, quando o senhor Choi disse que o "Sr. Jeon" queria me ver na sala dele, eu achei que ia ser demitido. Eu pedi desculpas, rindo nervoso, e antes que eu pedisse para que ele se sentasse, Yoongi me perguntou o que eu estava falando ali. Me levantei imediatamente e me aproximei, só que diferente de sempre, ele recuou. — Jungkook, para com isso. — me repeliu. — Eu só quero conversar, entender o que aconteceu. Eu mereço isso. — E você não entende ainda? — riu sarcástico. — Então, deixa pra lá. — andou em direção a porta. Agarrei o seu braço e o olhei com súplica. Eu era mesmo o único que não queria que tudo acabasse assim? E tudo o que Yoongi me disse com frieza mais uma vez foi: — Para de vir atrás de mim, nós acabamos. Sua insistência deixou de ser legal. Então, quando entrei na boate à noite com Jimin, comecei a me arrepender de ter vindo. Eu não queria persegui-lo, nem aborrecê-lo, mas eu ainda queria vê-lo. Olhei em volta e nenhum sinal dele, Jimin foi direto para o bar e sentou-se, fazendo o seu pedido ao namorado. — Tae, me dá um Orgasmo. — pediu malicioso, mordendo o seu lábio grosso. O mais velho paralisou alguns segundos e eu comecei a rir bem ao lado de Jimin que o encarava. Então Taehyung começou a fazer o tal drink e assim que ficou pronto, o colocou no balcão e sorriu pro seu namorado. — Obrigado. — Jimin agradeceu com um beicinho aborrecido. — E você, Jungkook, o que vai querer? — Taehyung me encarou. — Mojito. — respondi sem muito rodeio. — Você não acha engraçado, Jungkookie, que um cara que não quer t*****r com o seu namorado por ser três anos mais velho, serve bebida a um menor de idade? — Jimin alfinetou, enquanto Taehyung me servia. Peguei o copo e fiquei sentado bebericando devagar, encarando Taehyung com uma cara de quem não podia defendê-lo nessa, afinal, ele tinha acabado de servir bebida a Jimin e não era nem a primeira vez. O mais velho revirou os olhos e resmungou algo sobre como se Jimin não tivesse identidade falsa ou bebesse à mesa com os próprios pais em todos os almoços e jantares de família que ele já participou. E, de repente, quando eu tirei os meus olhos da briga boba do casal ao meu lado, eu o vi cruzando a pista de dança, com seus cabelos rosados chamando atenção nas luzes coloridas. Levantei-me na hora. Meu coração bateu rápido e eu fiquei nervoso pra c*****o, fazia quase uma semana que a gente não se via desde aquela vez no escritório do meu pai e ele podia ficar bem puto se eu fosse até lá… Jimin, me empurrou e sussurrou um: "Vai logo, Jungkookie.", aí eu fui, como se estivesse esperando o mínimo de incentivo para isso. Cheguei por trás dele de mansinho e acariciei sua cintura. Yoongi estremeceu e virou-se para mim com uma expressão furiosa, mas quando ele percebeu que era eu,  simplesmente congelou. — O que faz aqui? — perguntou em um tom normal, não parecia chateado em me ver. — Acompanhando o Jimin de novo. — igual quando nos conhecemos. Ele olhou em direção ao bar e viu o casal apaixonado conversando no mundinho deles, como se eles não estivessem tendo uma briga há poucos minutos. Aproximei a boca da sua orelha e perguntei se eu podia dançar com ele. Yoongi mordeu o seu lábio pequeno e me encarou dizendo que sim. Ele parecia bem mais receptivo do que da última vez em que nos vimos e eu não queria desperdiçar isso. Deslizei os dedos por sua cintura e eu juro que estava e******o e não era apenas sexualmente. Tocar a pele dele me trazia uma alegria estranha, ainda mais quando ele estremecia daquele jeito nada discreto. O apertei vendo como seu corpo estava sensível a qualquer movimento meu e ele o movia como se quisesse me provocar ainda mais. Yoongi sabia como ele me atraia, mas não fazia ideia do quanto eu estava me segurando, principalmente quando eu notava a sua pele limpa. Um claro sinal de que ele não estava dormindo com outro. Uma pele limpa não fazia juz ao tipo de sexo que Yoongi gostava. O puxei para mim e rocei o nariz em seu pescoço — sentia falta do seu cheiro — e deslizei as mãos para a sua b***a tão redondinha que se encaixava perfeitamente em minhas palmas. Ele apertou a minha nuca e gemeu em minha orelha. Somente eu podia ouvi-lo no meio da música alta que nos envolvia. Aí ele me encarou e se afastou indo para a saída com um olhar que dizia claramente: "Você não vem?" e por mais confuso que sua atitude me deixasse, eu fui. Porque, enquanto Yoongi não conseguisse esconder que me amava, eu continuaria tentando.
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