Pedi a Antônia que levasse o café pessoalmente para o quarto pelas próximas manhãs. Cada oportunidade que eu tive, eu tirei Hector do sério, enquanto as cadeiras voavam longe, e eu podia ver seus dentes trincados mais vezes do que eu conseguia contar. A governanta entrou dentro de meu quarto para recolher a sujeira das refeições, mas pela forma que me olhava e se demorava em uma postura formal, ela tinha algo a mais do que apenas levar meus copos e pratos para a cozinha. — Poderia me acompanhar? — ela pediu. Eu me levantei de supetão da cama, encarando-a. — Aconteceu algo? — Não, apenas algo novo para você. — Algo novo? — indaguei. — Me acompanhe, Sra. Romano. Sempre achei que as mulheres que eram chamadas de “Senhoras”, eram minimamente mais velhas, e ouvir alguém se referir

