Quando chegaram em casa, Sofia saiu do carro sem nem ao menos esperar que Naythan abrisse a porta, como costumava fazer, estava irritada com ele.
— princesinha, vai mesmo ficar assim? — ele questionou enquanto entravam na casa, ela não respondeu. — vai almoçar comigo?
— não, estou sem fome. — disse ela seguindo em direção a cozinha, ao chegar lá, ela abriu a geladeira e de dentro da mesma retirou uma pera, a qual tratou logo de lavar na pia.
— você disse que estava sem fome.
— sem fome pra comer com você. — Naythan respirou fundo, então Jana surgiu ali, ela era uma das empregadas da casa.
— já chegaram, querem que eu peça para servir o almoço?
— sim, estarei esperando na sala de jantar. — disse ele, que em seguida saiu, logo Sofia também, mas ela diferente dele, seguiu para seu quarto, lá, ela guardou sua mochila, em seguida tirou a roupa e foi para o banheiro, onde deu início a um banho que durou mais de uma hora.
O tempo havia esfriado um pouco, ao olhar pela janela, ela viu o céu escuro, tudo indicava que iria chover, mas também, viu o carro de Naythan saindo, ela suspirou, então foi até seu enorme closet, onde pegou uma calcinha e um conjunto de moletom que se trava de um short curto e uma blusa de mangas longa, ela se vestiu, em seguida foi até a cozinha, onde encontrou Jana.
— Jana, o Noah está em casa? — ela questionou enquanto pegava a jarra com água na geladeira.
— está sim, mais cedo ele saiu do quarto, pediu que servisse o almoço dele aqui mesmo na cozinha, mas, m*l tocou na comida, logo ele abandonou o prato aí e voltou para o quarto, um tempo depois ele voltou e me pediu um remédio para dor de cabeça, disse que estava de ressaca.
— eu vou lá falar com ele.
Sofia caminhou até o quarto de Noah, chegando no mesmo, ela bateu na porta, ele que estava embaixo das cobertas, rapidamente se manifestou.
— quem é?
— sou eu Noah.
— entra. — Sofia entrou, então caminhou até a cama e deitou-se ali, se aninhando embaixo das cobertas também.
— Jana me disse que você m*l comeu e que pediu remédio pra dor de cabeça.
— que ressaca horrorosa, nunca na minha vida minha cabeça doeu tanto.
— Noah, não bebe mais assim, me deixa preocupada. — ela pediu de forma doce. — você realmente esta muito chateado com o fim do seu relacionamento com a Bianca, não é?
— pois é, ninguém entra em um relacionamento planejando fracassar, e se ao menos ela me deixasse em paz, mas me persegue como a polícia perseguindo um bandido, ela já me mandou mensagem de doze número diferentes e só faz duas semana que terminamos, toda vez que bloqueio um número, ela arruma outro, sem falar que tive que barrar a entrada dela na empresa.
— ela não te merece, você é um cara incrível, ela uma descompensada e sinceramente, prefiro assim, detestava quando ela ficava implicando pela sua atenção quando eu estava por perto, como se fosse uma competição, o que claramente não era, cada uma tinha o seu lugar.
— esse foi um dos motivos pra ter terminado com ela, até por que, você será sempre mais importante, princesinha. — Sofia sorriu de forma doce, ao mesmo tempo entristecida e ele notou. — está triste?
— sim.
— devia está feliz, foi seu primeiro dia na faculdade e a dias atrás você só falava nisso.
— culpa do Naythan, sabe o Sebastian, meu ex colega do ensino médio.
— sei sim, aquele que o Naythan quis dar uma surra.
— esse mesmo, ele está na mesma sala que eu na universidade e Naythan cismou por que dei um abraço nele de despedida, ele disse que sou nova demais para namorar.
— e realmente é
— até você Noah? Eu não sou mais uma criança.
— princesinha, entende a gente, temos medo de perder você. — ele confessou, a verdade era que o abandono da mãe deles os marcou muito, e não queriam que de forma alguma, Sofia os abandonasse.
— mas não vão me perder nunca, eu sou irmã de vocês, isso não é justo, um dia vocês vão encontrar alguém, vão formar uma família e eu vou ficar velha e solteirona para o resto da vida. — ela disse já com a voz chorosa, Sofia era muito sensível, tanto por saber o que havia lhe acontecido na infância, como pelo fato deles terem a mimado demais, não que ela fosse uma patricinha mimada que dava mais valor ao dinheiro, longe disso, ela apenas se sentia inválida quando alguém não dava atenção a seus desejos e sentimentos, e era isso que Naythan e Noah vinham fazendo a proibindo de namorar.
— eu entendo...você tem razão, vou tentar falar com o Naythan. — disse Noah então a abraçou, por longos minutos, em seguida ele se afastou um pouco e depositou um beijo na testa dela, o que deixou seu rosto a centímetros do dela, mas então um trovão se deu e ela se agarrou a Noah com o susto, desde o dia em que foi abandonada em meio a tempestade, Sofia ficou com trauma de trovões, o trauma havia sido ttratao, e ela passou controlá-lo, mas em momentos ainda se sentia assustada e indefesa, principalmente quando estava chateada. — você tinha melhorado bastante com essa coisa dos trovões.
— esse me pegou de surpresa, mas quer saber, aqui eu prefiro correr para os braços de um de vocês, mesmo que os trovões já não me façam entrar em crise. — contou ela, seus irmãos eram seu porto seguro desde que era um bebê.
— ué, mas não tem me procurado nos dias de chuva. — ele disse um tanto confuso.
— bem...eu procuro o boboca do Naythan.
— aí só me procura quando está brigada com ele, muito bonito Sofia. — ele disse de forma séria, nem ele, nem Naythan costumavam chamá-la pelo nome, faziam isso apenas quando estavam chateados, o que não era o caso, Noah estava apenas brincando.
— não, não me chama assim. — ela disse manhosa, então ele riu e lhe deu um beijo na bochecha, após isso, mais um trovão se deu, mas desta vez, Sofia não se assustou, ainda que sentisse seu coração um pouco apertado.
— tudo bem, princesinha.
— aquele boboca não devia ter voltado para a empresa, está caindo o mundo lá fora e é perigoso dirigir assim.
— pensei que estava chateada com ele.
— e estou, ainda sim não quero que ele se machuque.
— não se preocupe, Naythan é muito cauteloso no trânsito. — disse ele, então Sofia o abraçou e escondeu o rosto contra o peito dele.