Capítulo 7

1399 Palavras
-Fique atrás de mim, Sofia. -Sussurrou. Concordei e senti meu corpo se encolhendo involuntáriamente. Carl posicionou sua a**a e a pessoa abriu a porta. Carl não pensou duas vezes antes de atirar. O homem caiu para trás e outro rapaz apareceu. -Abaixe a a**a! -Apontou sua p*****a em nossa direção. -Abaixe a a**a ou eu atiro em vocês dois. Senti minhas pernas falharem e Carl arrumou sua postura. -Nem pensar. Abaixe você. -Saem logo daí. -Ele pegou no braço de Carl e o puxou para fora, derrubando sua a**a no chão. -Você também, garota. Caminhei lentamente para fora da despensa. -Agora coloquem todas as armas e facas aqui no chão. Se não quiserem, é claro, que eu atire em vocês dois. Tirei a a**a de minha cintura e a coloquei no chão. Carl não pareceu muito feliz em fazer isso, porém também jogou suas facas no chão. -Como se chamam? Permaneci em silêncio e abaixei o olhar. -Ou fazem isso, ou serei obrigado a ter que atirar. -Sofia. -Falei rapidamente. -E ele é o Carl. -Possuem algum g***o? Quando eu ia abrir a boca pra responder, Carl foi mais rápido. -Não. Somos só nós dois. -Hum. -Pensou um pouco. -Eu vou levar vocês comigo. Meu líder vai gostar de ter integrantes tão novos assim. -Não vamos com você há lugar algum. -Carl puxou seu braço e conseguiu se soltar das mãos do homem. -Acha que estou brincando quando digo que posso atirar em vocês sem pensar duas vezes? Uma mulher e outro homem apareceram. d***a. -Scott, Isie, levem eles pro carro. Olhei para Carl e ele não demonstrava expressão alguma no rosto. Talvez esteja pensando em alguma forma de conseguirmos escapar. Os dois nos seguraram e começaram a nos puxar para o lado de fora da casa. Assim que chegamos do lado de fora, o mesmo homem entrou dentro da caminhonete e pegou dois pedaços de cordas. Ele se aproximou primeiro de mim e puxou meu pulso para frente. -Você é uma gracinha, sabia? Fechei minha cara e não ousei o responder. -Já você... -Foi até Carl. -Bom, consigo ver claramente nos seus olhos o quão durão é. Vai ser bom como guarda. -Só se for nos seus sonhos. -Carl inclinou seu corpo e ficou cara a cara com o homem. Ele riu e após amarrar os braços dele também, nos puxou para cima da caminhonete e nos obrigou a ficarmos sentados. Assim que o carro deu a partida, Carl se levantou e tentou vir para perto de mim. -Ei, sente-se! -Disse. Ele não deu ouvido e continuou tentando se aproximar, o que conseguiu graças a um esforço maior. -Você está bem? -Sussurrou pra mim. -Não devia ter feito isso, Carl. Ele podia realmente ter atirado. -É, eu sei. -Pra onde acha que estão nos levando? -Ainda estou tentando nos localizar, mas o que está me deixando preocupado é saber que Maggie e Judith estão sozinhas. -Sim, eu também. -E então, vocês não sabem ficar com a p***a da boca fechada nem por um segundo!? -Disse alterado. -E se eu falar que não? O que vai fazer? Minha v*****e agora é de tampar a boca de Carl. Ele está só piorando tudo. -Vamos esclarecer como é que as coisas funcionam por aqui. Eu falo e você fica calado, entendeu? Não venha tentar bancar o héroi pro meu lado se você tiver medo de perder a sua namoradinha. Carl não falou mais nada, mas permaneceu olhando sério para o homem, que também não desviou o olhar. ### Alguns minutos depois, chegamos em uma casa no meio do nada. Eles nos puxaram e assim que ficamos de frente para a porta, o cara a abriu e tomou a frente. -Chefe. -Falou assim que um homem com a aparência entre quarenta e quarenta e cinco anos veio até nós. -Encontrei esses dois em uma casa que entramos hoje. Trouxe eles porque o garoto vai ser útil na hora de sairmos pra procurar comida. -E a garota? -Cruzou os braços. -Bom, achei que ia gostar de se divertir. Senti meu corpo inteiro tremer e não consegui dizer nada, ou sequer me mexer. -Você não é nem doido de triscar um dedo nela, seu nojento. -Acha que é alguma coisa aqui pra dar ordens? Eu faço o que bem entender, e não vai ser uma criança de m***a que vai me impedir. -Vai se f***r. O homem bateu as mãos com força sobre a mesa. -Você não perde por esperar, seu merdinha. -Por favor não faça nada. -Falei. -Olha só, ela pediu por favor. -Riu. -Acha que um por favor pode me fazer mudar de ideia? Desviei o olhar ele riu mais ainda. -Anda, Bruce, levem eles pro porão. Eles precisam aprender a me respeitar antes de fazerem parte do nosso g***o. Eles nos puxaram mais uma vez e entramos em um cômodo que dá acesso a uma escadaria enorme. Descemos e eles nos jogaram antes de ligar a luz. Segundos depois, nos pegaram do chão e nos amararram sentados em cadeiras. Nesse meio tempo, Carl não tinha parado de falar, e isso fez com que o homem tampassem nossa boca com panos. Ficamos sozinhos por alguns minutos antes do líder vir até nós. -Vocês estão tão tristinhos. -Sorriu. -Por que não se animam um pouco? Senti minha respiração ficar um pouco pesada, e com o pano em minha boca, isso me fez ficar mais nervosa ainda. -Eu já sei o que posso fazer pra alegrar a garota. Enquanto ele caminhava até mim, já imaginei qual era a sua intenção, então não pensei duas antes de começar a me debater. -Ei, calma. Não precisa se desesperar, lindinha. Você vai gostar, prometo. Carl tentava se levantar e eu senti um nojo percorrer todo meu corpo quando ele começou a tocar em minha barriga. Neguei com a cabeça e tentei chutar ele pra longe. -Fica parada. Ele retirou minha blusa e ficou me encarando apenas de s***ã. Lágrimas brotaram em meus olhos e eu sequer consegui controla-las. Quando suas mãos foram em direção a minha calça, algo ou alguém acabou o fazendo cair para o lado. Não sei como Carl conseguiu se soltar, mas ele acabou conseguindo empurrar o líder com o seu corpo, já que suas mão ainda estavam amarradas. -Seu desgraçado, quem está pensando que é? Após se levantar, ele foi até Carl e começou a dar soco em seu rosto. Mordi o pano com mais força e tentei gritar o mais alto que consegui pra fazer ele parar com isso. Tentei levantar diversas vezes, mas isso acabou me fazendo cair no chão. Ele parou de bater e veio até mim, se abaixando para ficar de minha altura. -Se ele tentar me impedir de fazer mais alguma coisa, vou fazer muito pior do que só dar uns murros na cara dele. Ele se levantou e foi andando em direção a saída. -Eu volto daqui a pouco. -Saiu. -Carl! -Tentei falar, mas as palavras só saíam corretas em minha mente, já que o pano não permitia que nada mais saísse de minha boca alem de tentativas de falas. -Carl, levanta. Por favor, levanta. Ele não se mexeu no chão. Está desacordado. -Meu Deus. -Solucei. -Carl. (...) Após longos minutos, levantei minha cabeça quando escutei uma movimentação. -Ai. -Falou ao se sentar com uma certa dificuldade. Funguei o nariz e olhei para baixo de mim. d***a, ainda estou sem blusa. Carl tirou o pano da boca e respirou fundo. -Eu ainda mato aquele... Após olhar pra mim, ele se levantou e veio mancando em minha direção. -Ele tocou em você? Por que se ele fez isso, eu... Quando viu que eu ainda estava com o pano na boca, parou de falar e tirou. Respirei fundo e fechei os olhos. -E-Ele... -Não consegui terminar e desabei no choro. -Está tudo bem agora. Carl desamarrou a corda de suas mãos e em seguida veio desamarrar as minhas. -Ele não vai mais tocar um dedo em você. Não consegui responde-lo e me virei para o seu lado oposto. -Aqui. -Ele triscou em meu braço e isso fez eu me assustar e me afastar. -Sou eu, anjinho. Se aproximou mais e segurou em minhas duas mãos. -Você está segura agora. O abracei e chorei tudo o que tinha pra chorar. (...) -Escutou isso? -Carl se levantou de onde estávamos sentados e tentou olhar pela pequena janela. -Carl, Sofia? Estão aqui?
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