ROMEO Sinto como se meu corpo não tivesse mais sangue correndo nas veias. Abro os olhos dolorosamente, sentindo um corte profundo ardendo entre minhas costelas. — Ah! — Gemo tentando me levantar. A minha cabeça parece ter uma bomba prestes a estourar. Noto um curativo por cima do lugar dolorido, lembrando da faca sendo crava dentro de mim. Novamente sinto o metal gelado atravessando minha carne, entrando macia entre os ossos. Levo a mão até o lugar tentando amenizar a dor para levantar, mas sinto minha carne reclamar na mesma hora. Também tenho a agulha do soro presa na minha mão, minha cabeça roda, despenco de novo sobre a cama de hospital. Levo a mão até minha testa, apertando os olhos na tentativa de conter a tontura. Essa noite tive a certeza que estão com a Carmin. A ideia emb

