CARMIN — Sinto sua falta nos horários de almoço. Ainda não acredito nisso. Como acha que aconteceu? Suspeita de alguém? — Estamos jogadas na cama, com as pernas para cima e jogando conversa fora após um lanche. — Não sei, Desirée. Não quero que minha mãe precise trabalhar, preciso de um emprego para sustentar nós duas. — Me lamento. — De qualquer forma, aconteceu. Vou arrumar algo novo. — Tudo bem, não vou insistir. — Você não vai ficar chateada em eu te deixar aqui sozinha essa noite, vai? Prometo que compenso um outro dia. — Levanto ao conferir o horário no celular e ver que já passa das oito. — Claro que não. — Sorri. — Vá aproveitar seu garanhão italiano. — Nós não planejamos, mas … tudo aconteceu. Decidi deixar fluir naturalmente. — Espero que ele valorize você dessa vez.

