CARMIN Fiz um caminho escuro dentro de um porta malas. Senti meu coração batendo mais forte a cada tombo pela estrada esburacada. Mesmo sem conseguir ver nada, mantive meus olhos apertados enquanto orava pedindo ajuda. Não deu tempo ver com clareza o que aconteceu. Depois que deixei o motel fui direto para o galpão. O sangue no chão, os objetos afiados também sujos me aterrorizaram, minha mente viajou e as peças foram se juntando. Romeo fez bem mais do que cruzar o caminho das pessoas erradas. Ele havia se tornado um deles? Até onde a dor pode levar alguém? Romeo havia perdido a sua essência, quem ele era? O que eu fiz naquela noite, o meu silêncio, custou a alma do Romeo? As perguntas se misturaram, eu me perdi buscando respostas que não chegariam para mim, pelo menos naquele

