Capítulo 14

356 Palavras

Tudo que a restava agora, além do entretenimento que o estudo dava, eram os sonhos que ela tinha, e eu espreitava. Algumas vezes, sonhara com uma cidade iluminada por algo que não lâmpadas, e estava fria por algo que não era chuva. Logo logo, descobrira o que era a neve. Vi rostos de pessoas felizes e gratas olhando em minha direção, vi semblantes de pessoas me provocando, e também vi cenas íntimas me envolvendo. Certa vez, se me lembro bem, estava tudo escuro, enclausurado num terrível tom preto, vazio e silencioso, e tudo o que eu vira eram linhas finas num tom violeta forte. “Essa”, pensei, logo após ela acordar “não se encaixa no cenário. Certamente, é uma cor que é desprezada e repudiada pelos outros. Uma cor diferente. Eu não quero ser assim, não quero ser diferente”. Consegui conven

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