TRIGÉSIMO OITAVO CAPÍTULO

2172 Palavras

São seis e cinquenta e cinco da manhã, geralmente essa hora ouço a buzina da van tocar, mas dessa vez não é o mesmo motorista que me busca todos os dias desde o início do ano letivo. Ele está de óculos escuros, o que não me permite olhar em seus olhos, boné preto, camisa preta e mascando chiclete. Fico parado por um minuto só olhando o movimento de sua boca ao mascar sem parar. Ele está de braços cruzados, apoiando seu corpo na coluna da parede. Ele abre um sorrisinho para mim. – Você é o Max? – pergunta ele com a voz arrastada. Eu assinto em concordância. Ele continua mascando o chiclete naquele movimento que começa a me incomodar. Vejo que seus dentes são amarelados e meio tortos. – Então, a partir de hoje eu te levo e busco na escola. Se você sumir ligo para seu pai. – Ele faz uma p

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