Heitor já está me esperando na entrada da escola. Hoje ele está usando uma daquelas bolsas só com uma alça vermelha. Provavelmente seu fichário do Angry Birds está guardado ali dentro. Alguns alunos do ensino fundamental passam por mim correndo, antes de eu chegar perto o suficiente de Heitor. – Bom dia, amor meu – diz ele baixinho quando aperto sua mão de leve. – Bom dia – digo. Seguimos para nossa sala no segundo andar e quando chegamos lá, vejo – para minha infelicidade – Patrick sentado logo atrás da carteira que Heitor e eu nos sentamos todos os dias desde o começo do ano letivo. Ele abre um sorriso torto quando nos vir. Patrick é à sombra do garoto que já foi um dia. Lembro-me da primeira vez que o vi. Não gostei dele de cara por causa do jeito rude que me tratou, mas eu tenho de

