Gabriel Gabriel havia dormido demais, acordado de ressaca e perdido o horário de levar Aurora na faculdade. E se não bastasse isso, assim que pisou no escritório encontrou Hugo sentado na sua cadeira, os pés na mesa e a expressão que sempre usava quando queria o repreender. Gabriel soltou um longo suspiro e guardou o celular de onde havia acabado de enviar uma mensagem para Aurora, o tipo de mensagem que a faria espumar de raiva às dez horas da manhã. Uma pena ele não poder estar lá para vê-la assim. Não. Ao invés disso estava ali no mesmo escritório de todo dia, encarando seu melhor amigo que iria puxar sua orelha como sempre fazia. – Tem alguma coisa para me contar? – Hugo perguntou, se recostando na cadeira. Gabriel fingiu demência e usou o tom mais inocente ao retrucar: – Não, e

