— Como eu ia dizendo — retomou Maurice, apoiando os cotovelos na mesa com certa solenidade —, você fica de maior semana que vem. Violeta levou o garfo à boca com elegância, saboreando o jantar sem pressa. Depois, repousou os talheres e ergueu o olhar para Maurice. — Sim… seja direto, Dom. — disse com a voz baixa, como quem já sabia onde aquilo ia dar. — Ótimo, Violeta — disse Maurice, recostando-se na cadeira. — É bom saber que, diante dos últimos acontecimentos nesta casa, não preciso mais tratá-la como se estivesse pisando em ovos. Violeta continuou jantando com tranquilidade, o garfo indo e vindo com a mesma elegância desinteressada. Seu rosto não demonstrava surpresa, nem tensão — apenas um leve tédio. Era como se o assunto m*l arranhasse sua paz de espírito, tão insignificante qua

