Capítulo 48. Desconforto

908 Palavras

Sarah ainda tentava organizar a respiração quando ouviu a voz. — Vai ficar aí parada fingindo que não me viu ou vai me cumprimentar, escritora famosa? Ela virou devagar. Noah vinha em direção a ela, ainda molhado, toalha jogada no ombro, o sorriso torto no rosto como se o tempo não tivesse passado. A água escorria pelo cabelo, pelo pescoço, pela clavícula detalhe demais para alguém que ela jurava não observar mais. E então veio o cheiro. Menta. O mesmo cheiro absurdo, específico, impossível de confundir. O estômago dela deu um nó traidor. — Oi, Noah — respondeu, séria demais para quem estava internamente em colapso. Ele não deu espaço para mais nada. Abriu os braços e a puxou para um abraço rápido que não foi nada rápido sem se importar com o vestido dela, com a água, com o choque

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