A decisão veio rápida. Rápida demais para parecer planejada. Rápida o suficiente para parecer fuga. Naquela mesma tarde, Sarah já estava com a mala pronta. O clima na casa tinha mudado não em palavras, mas nos silêncios. Nos olhares cuidadosos. Na forma como tudo parecia… sensível demais. — Já? — Esther perguntou, triste, mas entendendo. — Eu preciso — Sarah respondeu, abraçando a irmã com cuidado, a mão passando de leve pela barriga ainda invisível. — Antes que eu faça algo que não consiga desfazer. O pai tentou esconder a preocupação. A mãe só a abraçou mais forte. E então… Noah. Ele estava do lado de fora, perto do carro. Como se soubesse que ela não iria procurá-lo. Ou como se não tivesse conseguido sair dali de vez. O silêncio entre os dois não era constrangedor. Era cheio.

