Noah passou a mão no rosto, inquieto, como se estivesse tentando organizar algo que simplesmente não cabia mais dentro dele. — Por que você escreveu sobre mim, Sarah? — perguntou, a voz mais baixa agora, menos defensiva. — Não só… inspirado. Você podia ter mudado. Podia ter disfarçado. Mas não fez. Ela manteve os braços cruzados por um segundo, como se se protegesse de si mesma. — Você descreveu tudo — ele continuou. — Meu rosto. Meu jeito. As piadas idiotas. As covinhas. Até meu estilo de roupa, droga. — Ele respirou fundo. — E o cheiro de menta… você podia ter tirado isso. Podia ter trocado por qualquer coisa. Por quê não trocou? Sarah levantou o olhar devagar. Os olhos estavam vermelhos, mas firmes. — Porque não era ficção pra mim — disse, simples. — Nunca foi. Ele ficou parado.

