Sarah chorou até o corpo cansar. Até a respiração desacelerar por pura exaustão. Quando o choro virou apenas um aperto constante no peito, ela fez algo que não fazia havia anos desde antes da fama, dos prazos, dos investidores. Pegou papel. Caneta. Sentou-se no chão, ainda de vestido, ainda molhada da chuva, as costas apoiadas na cama. A mão tremia no começo. As lágrimas caíam sobre o papel, manchando a tinta. E então… fluiu. Ela escreveu como quem sangra sem medo. Não pensou em mercado. Não pensou em contrato. Não pensou em Luca, nem no agente, nem em consequências. Escreveu desejo cru aquele que nasce sem permissão. Escreveu o beijo que ardia, que queimava por dentro, que não pedia delicadeza. Escreveu o abraço tão apertado que doía, porque segurar era quase perder. Escreve

