Noah levantou de um salto. O peito apertado, a cabeça cheia demais. Caminhou até o banheiro como se a água pudesse apagar tudo aquilo as palavras, as cenas, o gosto de menta que agora parecia imaginário e insistente. Antes de entrar no chuveiro, passou pela cozinha. Olhou para o livro ainda aberto sobre a mesa. Com um gesto brusco, irritado consigo mesmo, pegou o exemplar e jogou no lixo. — i****a… — murmurou, sem saber se falava com o livro ou com o reflexo que evitava encarar. Ligou o chuveiro. A água quente caiu forte, batendo nos ombros, escorrendo pelo rosto. Ele apoiou as mãos na parede fria do box, deixou a cabeça cair para frente. Tentou pensar em outra coisa. Na academia. Em Fernanda. No dia seguinte. Mas a voz de Aruna não calava. O vestido verde. As sardas. O beij

