Não deveria ter bebido tanto, estou com uma dor de cabeça c***l, mas o que me anima é que vou buscar a mana, apesar de não ser prisioneira da onde estávamos, mas quando fui embora, senti-me tão leve, tão dona de si, como se eu tivesse presa por pressão e obrigação. É tão bom esse sentimento de ser livre. E agora Mel, vai sentir o mesmo.
SARAH — Lá vou eu, maninha.
Depois de um bom tempo voando, chego perto de um Heliporto que ninguém sabe que existe (por cauda de uma tecnologia de última-geração que não permite detectar) que fica entre as montanhas, pouso o helicóptero e lá estavam a minha espera, minha irmã e O Mentor.
Ela vem-me dar um abraço tão apertado, quase pulando em cima de mim, que saudade, o abraço dela é reconfortante, está linda com os cabelos soltos, são loiros e claros, cor de ouro, estava com uma calça preta, mas de couro, uma bota de cano alto e salto alto, uma blusa e jaqueta preta, aqui é um pouco mais frio, m*l sabe que, para aonde vamos, é bem quente.
Mel, diz como um sussurro ao meu ouvido.
MELISSA — pensei que era mais pontual.
SARAH — tive alguns imprevistos. - pisco para ela, que já intende.
Cumprimento o meu mentor com uma reverência. E ele começa a contar tudo, que apesar de sermos livres, não precisamos trabalhar diretamente, mas vamos sempre trabalhar indiretamente, porque fomos criadas para isso, salvar pessoas do perigo. É como ele vê, algumas pessoas só vê em como somos assassinos, aliás, eles julgam que nem mais existimos, que a Rosa Cruz é apenas uma lenda, um mito, historia, mas que continuem a pensar assim.
Conversei com ele sobre o que aconteceu e ele aconselhou-me muitas coisas. Contei sobre a menina, ele ficou contente que segui os meus instintos e fiz o certo.
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Melissa e eu nos despedimos do mentor.
MENTOR — sempre, mas sempre que precisar, podem voltar e se precisar conversar, sabem como se comunicar. Aqui será seu lar.
SARAH — Pode deixar. Obrigada, (O abracei, ele ficou surpreso)
MELISSA — Obrigada. Obrigada por ser um pai e uma mãe, por ser nossa família, quando mais precisamos de você.
Ela deu mais um abraço nele de despedida. (É, isso não era normal) E entramos no Helicóptero. Despedimos com um tchau.
Melissa olhou-me e para frente.
Melissa — conte-me tudo. -diz toda animada.
SARAH — pode deixar, vou contar.
MELISSA — começa, temos tempo o suficiente no Helicóptero. -diz sem paciência alguma.
SARAH — vamos ter muito tempo e você, também vai contar-me como passou, mais do que me disse pelo telefone.
MELISSA — estou muito ansiosa, quero muito comprar tudo, tudo, tudinho, irmã, quero fazer compras, quero comprar uma TV enorme (mostra com a mão o tamanho), outro notebook, celular novo, roupas, sapatos, maquiagens, batom, quero salão, um monte de coisa.
SARAH — vai com calma, vamos ter tempo, são 8h30 da manhã agora, vai dar tempo de tudo.
MELISSA — siiimmm! -Bateu palminhas.
SARAH — han, Mel? Terei que passar no hospital hoje.
MELISSA — é, eu ouvi o que o senhor disse sobre a moça, irei com você -ela colocou a mão dela sobre a minha. E sorriu triste, porque ela compreendia.
SARAH — ah! Nada de tristeza, quero a sua animação. — digo tentando melhorar o clima.
MELISSA — agora é você e eu contra o mundo. — Sorria com toda felicidade do mundo.
SARAH — SIIIMMM
MELISSA — Saá?
SARAH — hum!
MELISSA — como ela se chama?
SARAH — meu deus. (Esqueci de pergunta, droga)
MELISSA — a nossa, mas que nome poderoso esse em? (Debochando)
Olhei-lhe e dei risada e ela também, porque sabemos que ela foi irónica. Como sentia falta disso.
SARAH — não boba, esqueci de pergunta o nome dela. Mas hoje pergunto.
MELISSA — estou com fome, e que tal na janta nós fazer a comida e levar para ela?
SARAH — Per… feito. (Falo animada, que ótima ideia)
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Fiz aquele ritual igual da minha primeira vez aqui, compras, compras e mais compras (shopping, no salão fizemos as nossas unhas, cabelo, hidratação, eu apenas repiquei o meu cabelo, até pensei em clarear as pontas, mas deixo para a próxima vez, Melissa já cortou um pouco mais o dela, antes chegava até o bumbum de tão comprido, agora ficou no meio das costas, está lindo e mais leve.) Compramos muitas roupas para o dia a dia, sapatos, tênis, rasteirinhas, chinelos, salto, vestido de festa… aí fomos compra tecidos e mais tecidos, uma máquina de costura, TV, celular, notebook, etc.E depois fomos ao mercado, compramos muita porcaria e compramos tudo para fazer a janta, nesse tempo todo contei tudo o que ouve, foi tanta coisa.
Chegamos em casa já era de tarde por volta das 16h30, chegando, fomos para a cozinha fazer o nosso ritual, que será nossa janta e da nossa nova amiga que está no hospital, avisei ao médico que iria vê-la hoje e levaria a janta, ele permitiu e super adorou a ideia, espero que ela esteja acordada.
Primeira coisa que fizemos foi é separar todos os ingredientes, a minha irmã vai fazer a massa do ravióli, moldá-los e recheá-los de queijo (amamos queijo), e vou fazer o molho do macarrão que é um molho branco com aquele super tempero maravilhoso e muito queijo e o molho do nosso filé à parmigiana, enquanto fica a aquecer o molho, pegou os bifes e vou empanar e colocar na fritadeira sem óleo (essa máquina é magica) aproveito ralar os queijos e, é muito queijo, enfim fizemos porção de batata, iscas de frango frito ao (molho) barbecue e levamos um suco de laranja, levamos o nosso prato preferido, e é claro que temos outros.
Colocamos em (tipos, marmitas redondas que um fica em cima da outra), mas essas aqui são quadradas e térmicas. Levamos prato descartável, garfos, facas, colher, guardanapo e alguns copos (foi tipo um piquenique no hospital) e claro não poderia faltar a sobremesa, fizemos um pavê de chocolate com bombom.
NhamiNhamii
Fomos tomar um banho e se arrumar para ir ao hospital, foi tudo correndo, a comida já estava toda preparada, ficamos prontas em minutos e coloca minutos, chegamos no hospital por volta das 7h10, espero que ela esteja acordada e com fome.
Passamos pela porta e fomos à recepção para avisar a enfermeira que íamos visitar uma moça que eu a trouxe ontem, a enfermeira era nova, loira, magrela e peituda, tinha um batom marrom escuro na boca e usava um decote que se via o umbigo, já sei que é p**a, não devido ao batom e da roupa, é só olhar mesmo para ela para saber, ela sorriu, ficou a olhar para unha e disse:
ENFERMEIRA p**a — a senhora não tem permissão.
SARAH — como é? - ela chamou-me senhora?
Olhei furiosa, coloquei a sacola que tinha nas minhas mãos no chão e Melissa olhava com olhos arregalados, mas eu sabia que ela queria rir.
ENFERMEIRA p**a — a senhora é surda?
Essa v***a não falou o que escutei, olhei mais brava ainda
MELISSA — sinto cheiro de treta-diz sorrindo.
Olhei para a Melissa, sorri para ela, a minha bolsa cai de propósito no chão, e a enfermeira nem dá importância. Chamo a minha irmã para baixo e pego a minha bolsa e finjo estar a arrumar algo.
SARAH — vai pegar essas comidas e vai para o quarto 12, ela está lá - expliquei certinho como chegava. Ela pegou a comida e saiu de fininho. Essa é minha irmã. Levanto-me e olho com a cara toda simpática para secreputa e tento mais uma vez.
SARAH — Olha, tenho permissão, porque conversei agora a pouco com o Dr. Giuseppe.
ENFERMEIRA p**a — só pode ser surda!
SARAH — como é? "Você é p**a"? Sim, escutei.
Ela olhou-me pela primeira vez, com raiva e dei risada irónica.
ENFERMEIRA p**a — eu já disse que a senhora não tem permissão. (Começou a ficar estressadinha) está marcado aqui que ninguém tem permissão de visitá-la, apenas os Montanari têm permissão.
Ahhhh, juro que vou socar essas caras dos Montanari, certeza que estão com medo de ela entregar todos da máfia para polícia, pera, então ela corre perigo?
SARAH — charme-o Dr Giuseppe. Agora!
Ela não falou nada.
SARAH — eu disse AGORA! -Fui firme com a voz
ENFERMEIRA p**a — olha aquiii........
DR. — Querida Sarah, você veio mesmo?
Ai Deus, Obrigada, porque se ela continuasse a falar eu ia bater, graças a Deus o Dr apareceu. Evitando uma tragédia.
SARAH — Dr. Como prometido. Mas infelizmente acabei de descobrir que fui proibida de ver ela. -A Cara de santa que faço.
DR — Me chame de Peppe, mas como assim proibida? Foi por alguém da família? -Olhou-me e para enfermeira esperando uma explicação, ela abaixou a cabeça e depois volto a olhar dizendo.
ENFERMEIRA p**a — Os Montanari.
DR — Diga-lhes que da próxima vez que eles tentarem mandar no MEU Hospital (ênfase no MEU) eu Proíbo-os de entrar aqui e que a Senhorita Barone terá toda a permissão para ir e vir, e de visitar a moça no hospital, e que ela é a principal responsável por cuidar dela. -Diz todo serio.
Quase abracei o médico lá mesmo. A Cara da p**a foi a melhor.
DR — Sarah, por favor, me espere no meu escritório, que já estou indo.
SARAH — Ok, te espero lá.
Provavelmente ele quer falar comigo, (aváa), espero que seja noticia boas. Mas quando fui saindo escutei um murmúrio dele dizendo algo para a enfermeira p**a. Mas deixa para lá. Não vejo a hora de Jantar (fome), mas estou com muita fome.
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DR. Giuseppe
DR. — tem algum Montanari aqui?
ENFERMEIRA p**a — sim, sim Pepe - fala toda alegre
DR — Para você, sou o Sr. Ou Dr Giuseppe. Qual deles estão aí?
Morreu o sorriso dela aí mesmo.
ENFERMEIRA p**a — Luke e o Felippo. Apenas os dois.
DR — Avise os, preciso conversar com eles no meu escritório, daqui a 10 minutos.
ENFERMEIRA p**a — Pode deixar!
Ela sai rápido para los informa sobre o recado.