Cassidy e Caroline fizeram uma grande manha fazendo com que Andrea ficasse um pouco mais, Andrea ajudou com o banho das duas e foi bombardeada com um pouco de água, mas nada que lhe molhasse demais, depois ajudou as ruivas com os pijamas e cada uma foi para sua cama.
— Volta amanhã, Andy? — Caroline pediu já sonolenta.
— Eu não posso meu bem, estarei ocupada depois que sair do trabalho.
— Você já se mudou?
— Ainda não, irei fazer a mudança amanhã, mas prometo voltar outro dia — Disse sorrindo enquanto olhava para Cassidy.
As duas ruivas afirmaram e Andrea lhes beijou nos cabelos, logo saiu do quarto fechando a porta e desceu.
Assim que terminou de descer as escadas seguiu para pegar a bolsa na mesa onde sempre deixava o livro.
— Elas realmente gostam de você — Andrea a olhou assustada com a mão no peito e reprimiu a vontade de soltar um xingamento.
— Você me assustou.
— Aceita beber uma taça de vinho comigo? — Andrea franziu as sobrancelhas com o convite, poderia até beliscar-se, porém sabia que continuaria a duvidar do que acabara de escutar, mas Mira não parecia brincar, na verdade ela nunca brincava.
— C-claro — Disse vendo um leve curvar de lábios da editora-chefe, Mira virou voltando para a sala e serviu duas taças com vinho, estendeu uma para a morena que lhe agradeceu com um leve sorriso.
— E então... Você percebeu que ter uma vida com o cozinheiro não te trará futuro... Interessante.
— Não entendo o que é interessante em seu ponto de vista — Disse encarando a editora-chefe, certamente não sabia onde estava pisando e obviamente era um local bem arriscado.
— Reflita comigo e me corrija se eu estiver errada, Andrea — Disse cruzando as pernas e apoiando o braço sobre elas — Você o conheceu a muito tempo, sua relação era uma monotonia terrível e você parecia não enxergar, não apenas por ele ser o único homem que te levou pra cama, você com certeza não sabe nem como é o sexo real, o que dá realmente prazer, pois acostumou-se com o que o cozinheiro te dava, então você terminou a faculdade, conseguiu uma vaga para trabalhar com uma pessoa que jamais ouviu falar, mesmo sendo tão reconhecida no mundo da moda, uma vaga extremamente concorrida, temos que admitir que você foi uma pessoa sortuda, pois não sabia nem mesmo diferenciar azul turquesa e não tinha senso algum de moda, em... Quatro meses na Runway você viu sua relação começar a ruir, pois a megera da sua chefe, roubava mais seu tempo do que te deixava livre para viver e quando você começou a se destacar e a estar em lugares distintos com pessoas diferentes, ele simples se sentiu ameaçado por você está começando a ser finalmente alguém, ele ficou irritado por você dizer não, quando sempre disse que sim e então ele começou a ficar ainda mais insuportável, a relação começou a ficar ainda mais sufocante e você percebeu que já era assim, mas nunca havia se dado conta, então o deixou mesmo que isso te doesse, você se sente completamente sem rumo, pois não havia visto isso antes e agora se sente inútil sem saber se vai conseguir contornar a situação — Mira dizia olhando-a nos olhos, tomou um grande gole de seu vinho, Andrea não tinha palavras ou reação alguma — Ele nunca te mereceu — Sorriu de canto e voltou a olhar para os olhos avelãs — E talvez hoje você não perceba, mas logo perceberá.
— Você passou por isso?
— Quase, mas você já pode perceber que eu não sou o tipo de mulher que é dominada por um homem, dominada por uma mulher — Deu de ombros — Talvez, mas não em todas as situações — Andrea pessoa em perguntar em quais situações uma mulher poderia domina-la, mas não se achou no direito de tal pergunta.
— Eu... Eu preciso ir — Disse colocando a taça de vinho quase intocada na mesa de centro — Muito obrigada pelo vinho e... Por me deixar ficar um tempo com as meninas e também pela conversa — Mira afirmou com um aceno de cabeça.
— Feche a porta quando sair.
— Claro — Disse sorrindo de canto e saiu.
Mira a observou vendo-a sair da sala e logo escutou a porta ser fechada, contornou a boca da taça com o indicador e perdeu-se em pensamentos, sentia uma atração forte pela morena, uma atração muito forte e não podia perder o controle.
.§.
Aquela noite Andrea não foi para a casa de Lily, ligou para a amiga dizendo que precisaria ficar um pouco sozinha, pensar e que aproveitaria para arrumar algumas coisas em seu novo apartamento, assim que saiu da estação de metrô seguiu para o prédio onde moraria.
Entrou e seguiu para o elevador, graças a Nigel e sua indicação, ela havia conseguido um apartamento aconchegante e que poderia pagar perfeitamente sem preocupação alguma com o seu salário, procurou as chaves dentro da bolsa e ao encontra-las abriu a porta, acendeu a luz e olhou em volta apoiando-se na madeira já fechada.
Suspirou e sorriu de canto, tirou o casaco e os sapatos, deixando ao lado da pequena poltrona que havia ali, havia feito alguns pedidos de móveis durante o horário de almoço e pediu para serem entregues naquele mesmo dia, haviam caixas pelo cômodo, ela aproximou-se de algumas e as abriu, vendo que eram alguns utensílios de cozinha.
Levou a caixa para a cozinha que era logo atrás de um grande balcão e abriu os armários começando a arrumar tudo, não sabia dizer ao certo quanto tempo ficou ali, mas suspirou satisfeita ao ver que havia terminado, tomou um longo banho e voltou para a sala deitando-se no colchão que havia ali, olhou para a cidade com suas diversas luzes que pareciam infinitas e suspirou cobrindo-se melhor e deixando-se levar pelo sono.
A manhã na Runway havia começado agitada por conta do coquetel que seria no dia seguinte, Andrea sentou-se em frente a mesa.
— Andrea! — A voz da editora-chefe ecoou aos ouvidos da morena, Andrea levantou-se pegando o bloco de notas e a caneta seguindo para a sala, viu a editora-chefe de pé em frente a janela.
— Sim, Mira?
— Feche a porta e passe a chave, não quero ser incomoda — A morena fechou mesmo achando estranho e aproximou-se ficando alguns passos antes da mesa.
Mira a olhou analisando-a de cima a baixo e passou a língua entre os lábios antes de morde-los, a morena sentiu o corpo tremer com o ato, já sentia seu coração bater acelerado quase lhe rasgando o peito, Mira foi aproximando-se lentamente e a morena simplesmente não conseguia sair do local, Mira lhe segurou a cintura olhando-a nos olhos e desenhou os lábios carnudos da morena com o polegar.
— Mira, o que...
— Shiii — Mira disse aproximando-se mais do rosto da morena a beijou no canto da boca — Não diga nada — Passou o beijo para o pescoço da morena que fechou os olhos sentindo o corpo arrepiar — Aquele cozinheiro não te merecia, Andrea... Ele não fez por merecer — Disse apertando-a um pouco mais na cintura — Mas eu farei, farei por merecer cada beijo, cada gemido, cada toque — Mira a beijou com desejo enquanto abria os botões do vestido da morena, a livrou do cinto e logo Andrea estava apenas de lingerie.
Mira a imprensou contra a mesa enquanto puxava sua calcinha rendada para baixo, nem ao menos importou-se em olhar qual era a cor, assim que o tecido alcançou as coxas da morena, ele deslizou para seus pés, Mira a fez sentar na mesa fazendo algumas coisas que ali estavam chocarem-se contra o chão.
Andrea sentiu os s***s livres e as mãos de Mira apertarem-lhe, gemeu sem conseguir controlar, Mira a olhou nos olhos, ambos os olhares queimavam.
Mira a fez afastar as pernas e a penetrou com dois dedos, sem dificuldade alguma, pois Andrea estava completamente molhada, Andrea deixou um gemido alto escapar.
— Mira.
— Vou te mostrar como se faz uma mulher gozar de verdade, Andrea, você nunca mais irá querer que outra pessoa faça isso em você, você é apenas minha.
— Sim, apenas sua — Andrea deitou sobre a mesa apertando os s***s.
Os dedos de Mira entravam e saíam de seu íntimo com rapidez fazendo-a gemer e esquecer as pessoas em volta, Andrea mordeu o braço para abafar o gemido enquanto apertava a mesa, sentiu os lábios de Mira contra seu mamilo e abriu um pouco mais as pernas apoiando os pés na mesa.
— Gosta assim?
— Sim... Não pare — Disse e gemeu ao sentir o polegar de Mira sobre seu c******s — Eu vou gozar! Mira! — Disse com a voz rouca, sentiu os lábios da editora-chefe sobre sua barriga e os dedos dela pararem, mas logo os lábios e a língua de Mira tomarem-na com voracidade, Andrea gritou, estava quase, faltava muito pouco.
O som de um celular foi ouvido, Andrea abriu os olhos voltando a fecha-los novamente para acostumar-se com a claridade e suspirou percebendo que tudo não havia passado de um sonho.
— Droga Andy, como você vai ter esse tipo de sonho? Ainda mais com a Mira? — Perguntou a si mesma e passou as mãos no rosto levantando-se após desligar o despertador.