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2410 Palavras

Quarenta e três ARYELA     Era h******l correr sem direção, em transe, sem ver um rumo, luz, ou qualquer outra coisa. Me acalmei depois que ouvi Marcos, eu realmente criei expectativas naquilo de que tudo isso era momentâneo e que daqui a pouco a nuvem n***a que cobria minha visão passaria como uma noite tempestuosa. Mas já estávamos andando a tanto tempo que chegou um momento que cada passo que eu dava era o suficiente para aumentar a certeza de que nunca mais enxergaria nada. Absolutamente nada. O céu, a lua, as estrelas, o mar ou até as coisas mais simples como móveis, cores... A Tinker, eu nunca mais veria aquele par de olhinhos negros me encarando cheios de fofura, também não voltaria a olhar para os olhos do meu filho. Pensar nessa possibilidade me causava uma dor imensurável, que

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