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1673 Palavras

Cinquenta e nove MARCOS — Hora da visita! – a voz grossa e mau humorada do carcereiro ecoou entre os presidiários, deixando meus companheiros de cela mais estressados que antes.  Tive sorte por ter ficado anos como um bicho solto no mundo do crime. Eu sabia que uma hora eu poderia morrer ou parar aqui, só não contava que essa hora seria agora que tudo estava começando a dar certo.   Eu e outros penitenciários passamos pela porta da cela e logo começamos a caminhar a passos largos, seguindo o guarda como uma sombra pelo corredor obscuro cercado por grades por todos os lados. As celas estavam superlotadas com presidiários vestidos apenas de cueca enquanto abanavam o rosto com um leque improvisado de papelão, tudo isso para tentar amenizar o calor infernal que praticamente nos cozinhava a

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