Cinquenta e um ARYELA Tínhamos acabado de chegar na Marina da Glória, em terra firme, enfim longe daquela ilha maldita. Enquanto a brisa fresca batia em meu rosto eu respirava aliviada por finalmente estarmos livres daquele inferno. Parecia um milagre, porque até momentos antes de acordar e me sentir nos braços de Marcos eu não acreditava que havia uma maneira de escapar, sobreviver a tudo aquilo sozinha. Por fim conseguimos, apesar das turbulências e das muitas perdas. Senti os dedos de Marcos se entrelaçarem aos meus. Toda vez que ele fazia isso a sensação de p******o e de estar segura ao seu lado crescia. Era incrível sua parceria, sua dedicação comigo mesmo sem ter certeza se um dia eu voltaria a enxergar. Ele parecia tão sincero quando dizia que aquilo não importava, que era só um

