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Quarenta e seis MARCOS O amanhecer estava perfeito. Os raios solares transformavam em laranja as águas salgadas do mar e, para deixar a paisagem ainda mais agradável o sol surgia gigante, cheio, iluminando intensamente tudo que estava ao seu redor. A imagem que vinha em meus olhos era digna de uma moldura, mas, nada para mim era mais lindo e hipnotizante do que ver Aryela ali em meus braços, dormindo como um anjo enquanto os fios soltos se esparramavam pelo meu peito. Essa cena sim merecia o melhor lugar na principal parede do Louvre.    Estava perdido, meio desorientado com os horários; a única certeza que tinha é que o dia só estava começando e que quanto antes eu agisse, mais rápido as coisas aconteceriam. Deveria estar mais disposto, mas a noite quente sugou o pouco que restara das

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