Capítulo 2

730 Palavras
Eu meio que estou com raiva da Marina por não ter me contado que estava namorando, mas como não conseguimos ficar longe uma da outra foi só ela me ligar que eu perdoei ela. ¥ Ligação on ¥ - Então Lah, o Lucas quer falar com você. - Como assim? O que ele quer? - Pergunto deitada na cama. - Ele quer combinar um dia pra ir na sorveteria. Nós três. Acho que ele quer pedir desculpa. - Diz Mari. - Sei lá. É difícil me acostumar com três. Antes era só nós duas. O que aconteceu com aquela Mari que tinha nojo de meninos? - Pergunto com ciúmes. - Ela cresceu e evoluiu. Se apaixonou. - Não gostei. - Você ainda vai se apaixonar Lah. Espera sua vez. Você vai ver que não é tão r**m assim. - Ela diz rindo. - Eu não! Sai fora. Sou mais feliz sozinha. Posso fazer o que eu quiser. - Eu também posso fazer o que eu quiser. Só que agora tenho um namorado. - Diz Mari. - LARISSA! SEU PAI CHEGOU. - Grita minha mãe. Meus pais são divorciados, mas se dão bem. Meu pai de vez em quando me leva para sair. - Meu pai chegou. Tenho que ir. - Ok. Vai lá. Tchau Lah. Beijinhos. - Beijos. - Eu desligo. ¥ Ligação off ¥ Eu visto uma calça jeans escura uma camisa cinza grande e larga e um gorro vinho. Coloco meu anel de caveira que ganhei da Mari e coloco meu IPhone no bolso da calça. - Oi filhota! - Diz meu pai assim que me vê descendo a escada. - Oi pai. - Dou um abraço nele. - Então. Está animada? - Eu olho para ele sem animação nenhuma. - Filha que cara é essa. O que houve? - Minha mãe pergunta. - Mari está namorando. - Sério? Que legal! E quem é o rapaz? – Ela pergunta animada. - O Lucas. O menino da minha sala. - Sério? Aquele que você vive reclamando? - Sim - Poxa! Achei que Marina ia escolher um rapaz melhor! Fala pra ela tomar cuidado! - Diz minha mãe perdendo a animação, eu até acho engraçado. - Então filha! Onde vamos? No parque? - Diz meu pai. Um problema do meu pai é que ele esquece que eu não sou mais menininha. - Pai. Eu já tenho dezesseis anos! Você ainda quer me empurrar no balanço? - Pergunto. - Na verdade eu quero sim. Não quero ver você virando adulta tão depressa. - Ele diz e uma ruga aparece na sua testa. Um sinal de preocupação. - Haa pai. Todos crescem, mas eu vou continuar sendo sua filha.- eu abraço ele e ele retribui apertado. - Então sem balanços? - Sem balanços. - Respondo rindo. - Ok. Então o que minha pequena adulta quer fazer? - Eu olho pra minha mãe que está lavando louça. - Poderíamos assistir um filme com a minha mãe. - Ele olha para ela com os olhos brilhando. Da para ver que meus pais ainda se amam. Não sei porque não estão juntos. Depois que se separaram eles não arrumaram ninguém. - Você acha que ela vai querer? - Ele pergunta esperançoso. - Claro que vai! Eu dou meu jeito. – Digo e dou uma piscadela pra ele. - Ótimo. Vai lá chamar ela. - Ele diz risonho Eu vou até a cozinha e paro ao lado dela. - Mãe. Vem comigo. Vamos assistir um filme. - Melhor não filha. É um momento seu e com seu pai. - Ela diz secando as mãos. - Mãe já faz muito tempo que você não sai. É só um filme. E meu pai não vai reclamar. - Ela fica pensativa. - Poooor favooooor. - Não sei... - Por favorzinho. - Eu faço um biquinho. Que é o ponto fraco dela. - Tá bom. Tá bom. Vou me arrumar. - Obrigada. - Dou um beijo na bochecha dela. Ela sai da cozinha e sobe as escadas eu me viro para meu pai que está me olhando da sala e levanto o polegar para ele, confirmando que minha mãe vai, ele dá um sorriso e se senta no sofá. Meus país se separaram quando eu tinha oito anos. A partir daí meu objetivo é unir os dois. E eu vou conseguir. Custe o que custar.
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