O crepúsculo tingia de cobre as colinas quando a pequena comitiva de Baal atravessou o portão ocidental de Liriath, vilarejo costeiro onde, segundo as últimas pistas, o filho de Noemi fora escondido. Vinha com ele um punhado de cavaleiros de confiança — e o próprio general Augustus, que insistira em acompanhar a missão: “Família é algo que não se negocia”, dissera. Ao longe, o mar exalava ar salino; gaivotas rodopiavam, alheias à expectativa que pesava sobre o grupo. Noemi viajava ao lado de Baal, coberta por um manto esmeralda. O coração dela batia tão alto que parecia afogar o som dos cascos. Desde a confissão de Gabriel e a queda de Elga, vivia ansiando por aquele momento. À entrada da aldeia erguia‑se um casarão de madeira escurecida, encostado a rochedos cobertos de líquen. Uma lam

