CAPÍTULO TREZE Mardig pavoneava-se pelos corredores do castelo com determinação, com o coração a bater com força ao contemplar com a sua mente o que estava prestes a fazer. Ele esticou o braço e com uma mão suada agarrou a adaga escondida na sua cintura. Ele percorria o mesmo caminho que havia percorrido um milhão de vezes antes - o caminho para ver o seu pai. A câmara do Rei não estava muito longe agora. Mardig fazia as curvas e contracurvas dos familiares corredores, passando por todos os guardas, que, ao verem o filho do rei, faziam a vénia em reverência. Mardig sabia que tinha pouco a temer deles. Ninguém tinha qualquer ideia do que ele estava prestes a fazer. E ninguém saberia o que tinha acontecido até muito tempo depois de o ato estar feito – e o reino era dele. Mardig sentia um

