Após desabafar com o pai sobre a humilhação que passou e tentar ser inutilmente acalmada por ele, Sofia entendeu que o seu marido iria fazer de tudo para transformar a sua vida em um pesadelo. Ela queria ir até o seu quarto e confrontá-lo, mas toda uma vida sendo obediente a impediu de concretizar o que a sua razão implorava que fizesse.
Raul descansava após uma noite intensa ao lado daquelas mulheres. Apesar de ainda se sentir solitário, ao menos o seu corpo estava satisfeito e todo aquele cansaço o faria dormir.
Por volta do meio-dia, Raul acordou e após tomar um longo e demorado banho, se trocou e foi até a sala de sua casa. Ele se lembrou que ainda tinha muito o que fazer com Sofia. Ele precisava mostrar àquela família que tanto fez m*l a ele, que agora era ele quem mandava.
Assim que chegou no andar de baixo, viu Sofia limpando as janelas de vidro da sala. Ela parecia tão atrapalhada e não familiarizada com o serviço doméstico, que acabou tirando um leve sorriso de Raul, que se aproximou mais ainda para ver de perto aquela cena.
Assim que ela viu que o marido a observava, Sofia se desequilibrou e quase caiu de uma altura considerável, mas Raul a segurou nos braços.
Apesar de desprezar aquela mulher e a sua família, Raul sentia algo diferente quando o seu corpo encostava no dela. Ele não queria sentir aquilo, mas nem mesmo duas mulheres ao seu lado a noite inteira puderam acalmar o seu ímpeto de querer possuí-la ali mesmo, sem nem mesmo se preocupar se eles teriam ou não expectadores.
Diante desse desejo estranho e intenso, Raul colocou Sofia no sofá, quase a jogando lá, pois ansiava ficar longe dela.
Depois que estava a uma distância segura de seu corpo e o seu perfume não mais interferia no seu juízo, Raul disse:
__Seja mais cuidadosa da próxima vez. Caso não tenha percebido, estamos em uma ilha privada. Não temos médicos tão facilmente.
__Desculpe, meu marido. Não queria desapontá-lo. Tentarei ser mais prudente da próxima vez.
Raul se irritou ainda mais com a resposta doce e submissa de Sofia. Ele queria ver a filha amada de Rick Duran sofrendo e não conformada e dócil. Dessa forma, ainda que surpreso, ele entendeu que alguns serviços domésticos não conseguiriam acabar com a serenidade daquela mulher, por isso, decidiu que precisaria ir além.
Ainda que servisse a casa, Raul exigia que Sofia se sentasse a mesa com ele. O que a deixava extremamente confusa, mas ainda assim, não era de todo o m*l o que estava vivendo e ela achava que acompanhar aquele homem nas refeições e cuidar da casa não era de todo o m*l.
Raul examinava Sofia com olhos predatórios. Ele queria saber o que abalava aquela mulher, que apesar de tudo, permanecia com o semblante tranquilo. Era óbvio que ela sofria e estava desconfortável com toda aquela situação, mas ainda conseguia lidar bem com tudo o que estava acontecendo.
Após almoçarem sem trocar uma palavra sequer, Sofia finalmente falou, mas foi para pedir licença para sair da mesa.
Raul precisava pensar e foi para o seu local favorito: um cantinho à beira-mar, quase isolado de tudo e de todos, aonde apenas o som do vai e vem do mar era ouvido.
De repente, a sua paz foi interrompida, pois o seu telefone começou a tocar insistentemente, mas o número era desconhecido. Apesar de nunca atender quem não conhecia, ele sentiu que deveria atender e quando ouviu a voz de Rick Duran do outro lado, se convenceu de que tinha feito a coisa certa.
Rick estava nervoso por conta das humilhações que estava fazendo a filha passar e que se ele continuasse assim. iria denunciá-lo na imprensa, acabando assim com o seu nome de empresário honesto e decente.