Pesadelo narrando A festa continua, música alta, gente rindo, bebendo, dançando. Mas pra mim, parece que o tempo parou desde que ela disse aquilo. Fico ali, sentado com os caras, tentando ignorar o incômodo que tá no meu peito. Eu podia encher a cara, tentar esquecer, mas de quê adianta? No final da noite, quando eu deitar, vai ser no cheiro dela que vou pensar. Olho de novo e lá está ela, rindo com Mary, parecendo se divertir. Mas eu conheço minha loira. O sorriso pode enganar os outros, mas não a mim. Sei que ela tá pensando em tudo que a gente falou, do mesmo jeito que eu tô. TH bate no meu ombro. — Qual é, patrão? Vai ficar aí de cara fechada? Bora jogar um truco, distrai essa mente. Pego o copo e dou um gole demorado. — Vai lá, mano, já já eu colo. Ele me analisa por uns segun

