Vida Nova

1053 Palavras
Caio se apressou em levar Rosa para a cidade, ele sabia que a paciência do amigo era muito pouca e Rosa era uma mulher extremamente irritante e falsa, seu comportamento mudou com Caio depois que ela descobriu que ele também era um dos acionistas da empresa e da fábrica Vitorino. __Bom agora que já terminamos a reunião, eu vou tomar um banho e depois que almoçarmos, vou conhecer um pouco da fábrica. __Você almoça na cidade, eu já estou de partida, vou ter um dedo de prosa de cinco minutinhos com meu primão aqui e partimos, mas outro dia você experimenta o tempero maravilhoso de Cândida, afinal você pode pedir para ela entrar por favor, ela precisa acertar com Florence como ficará os horários delas duas. Cândida começou a trabalhar na fazenda Vitorino ainda quando a mãe de Dante era viva, elas eram grandes amigas, a única que Margarida teve. Cândida criou tanto Daniel como Dante e sabia que um havia puxado o coração da mãe com todas as características do pai, já o outro havia puxado o coração de gelo do pai com a aparência da mãe. Rosa não teve muito o que falar, pegou na mão de Pedro e saiu praticamente arrastando o menino, todos perceberam a cena mas não interveio, percebeu também que Flor ficou com os olhos lacrimejados de lágrimas ao ver o garoto sendo arrastado por Rosa. Rosa queria fazer mais uma tortura psicológica a Pedrinho, queria deixar claro o que aconteceria com ele, caso ele deixasse a farsa cair, ela sabia que era um perigo principalmente quando o menino começasse a estudar, mesmo que ele falasse pouco, ainda assim era perigoso. Caio se retirou da sala e disse que esperaria o primo na fábrica, Cândida entrou para conversar sobre os horários, ela estava cansada, trabalhava ali há muitos anos, já queria ter saído, mas viu que Dante não estava preparado para ver ela partindo, no entanto Cândida já estava morando na cidade a sua filha era mãe de solo e ela ajudava a cuidar do neto, estava cansativo para a senhora. __Dida veja qual é o melhor horário que fica para você e converse com a senhorita Florence para ver se ela aceita a proposta. __Flor você não precisa iniciar tão cedo, eu só preciso de sua ajuda quando os peões vierem almoçar, acontece somente uma vez ao mês e depois que servimos o almoço você pode descansar e aí ficará atenta somente para servir o jantar do menino Dante, até porque ele costuma jantar muito tarde, o jantar é preparado por você e a cozinha também fica sua por conta. __Tudo bem para mim Cândida sem problemas. Dante se assistiu, a voz de Flor era doce e suave, ele nunca gostou tanto de ouvir alguem falar, ela era calma e passava uma calmaria que o incomodou, ele não poderia se cantar, todos os alertas foram ligados. __Tudo bem mesmo Florence? até porque precisa organizar a questão dos seus horários da faculdade. __Sem problemas senhor Vitorino , a faculdades à distância costuma ser somente uma vez na semana, quanto aos trabalhos acadêmicos eu posso está conciliando com os meus horários. __Também precisa ter tempo para o seu filho menina. __ Filho? Dante ficou surpreso. Flor balançou a cabeça que sim, ela odiava mentir. Dante ficou curioso porque era tão difícil desvendar aquela mulher, a única coisa que ele conseguia enxergar nos olhos dela era medo, nada mais. __Ok então, Florence, eu preciso dos seus documentos para ver a questão do seu salário e fique tranquila, a Vitorino arcará com as despesas da sua faculdade. Pela primeira vez Flor de um sorriso e Dante se assustou ainda mais, como ela poderia ser tão bonita daquele jeito. __Obrigada senhor Vitorino. __Me chame de Dante Florence por favor, aqui todos me chamam assim. __ Aí quanta cerimônia meus filhos, pare com isso, chame ele de Dante Menina, e Dante chame ela de Flor, nunca mais de Vitorino. Pronto Cândida resolveu o problema. Dante sabia que para ser chamado de Dante por Flor ele teria que começar chamando ela pelo apelido de Flor também. __ Flor tem uma senhora chamada Marta, ela vem fazer a limpeza da casa três vezes na semana, enquanto isso eu e você vamos mantendo limpa, a roupa é por nossa conta também, mas o meu menino suja pouca coisa, Fique tranquilo. Flor só concordou com a cabeça. __Dida providencia a casa ao lado para Flor por favor. __Eu achei que ela ficaria aqui mesmo menino. __Melhor não Dida, Flor precisa de privacidade com o filho dela. Dida sabia que Dante estava mentindo. A verdade é que Dante queria Flor o Mais longe possível, Ele até estava pensando como ficaria a questão da sua janta, sabia que aquela menina era um perigo, ele não poderia perder o controle e jamais cairia na cilada de entregar seu coração, até porque tinha certeza que mesmo que ele quisesse entregar o coração para Flor, ela jamais aceitaria um coração tão quebrado quanto o dele, e um homem com cicatrizes no corpo e na alma. __Posso me retirar? Cândida e Dante perceberam que Flor não parava de olhar pela janela, ela estava à procura de Pedro e que também estava preocupada com o menino. __ Pode sim Flor, a casa precisa ser pintada Eu chamarei um dos peões para fazer isso. __Ah não precisa, no tempo livre eu mesma faço isso, só me providencie a tinta por favor. __Ok então, enquanto pinta a casa você fica aqui, mas só até a pintura. Flor sorriu e Dante percebeu que ela ficou ainda mais feliz com o trabalho por ficar em uma outra casa que não fosse debaixo do seu mesmo teto.Ele achou que fosse porque o assustava. Saíram os três da sala e encontraram com Caio e Rosa. __Querida irmã, podemos conversar só mais um pouquinho. __ Acho que já conversamos tudo que tínhamos para conversar Rosa, parece que iniciamos uma vida nova, boa sorte para você na cidade, tenho certeza que vai gostar. Flor se virou para Cândida. __ Te ajudo a fazer o almoço Cândida. A senhora agradeceu e foi para a cozinha com Flor e Pedrinho que nem olhou para a Rosa. Caio teve vontade de sorrir e Rosa bufou de tanta raiva de Flor pela audácia de desafiá-la.
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