CAPÍTULO 16

1060 Palavras

AIDEN FOX Minha perna está bem, ou, pelo menos, o suficiente para que eu não precise da quantidade absurda de atenção que estou recebendo, mas tentar explicar isso para Lívia é como dizer para um cachorro que o sofá novo não é brinquedo, inútil. No segundo dia depois do ataque, acordo com o som de passos apressados e o cheiro de café. Não qualquer café, mas o tipo que você só sente em padarias boas, misturado com algo doce. A porta do meu quarto se abre e lá está ela. De vestido claro, cabelo preso num coque frouxo, e uma bandeja na mão. — Bom dia, gigantão rabugento. — diz, como se fosse a coisa mais natural do mundo entrar no meu quarto sem bater. — Café da manhã na cama para o paciente. — Eu não sou paciente. — respondo, ajeitando-me na cama. — Claro que é. Levou um tiro, lembra?

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