LÍVIA TRAJANO Eu bati a porta do quarto com tanta força que até os quadros balançaram. Pronto. Trancada. Isolada. Longe daquele… daquele… gigantão rabugento! Me joguei na cama, afundando a cara no travesseiro. O que aquele homem tinha de bonito, tinha de insuportável. E pior: eu não sabia decidir qual das duas coisas me deixava mais irritada. Porque sim, ele era bonito, muito, muito, muitão de bonito. Tão bonito que irritava. Ombros largos, aquele jeito sério de falar, sempre com cara de quem sabe exatamente o que tá fazendo… E aí vem e me pega com o quê? Um copo. Não, não qualquer copo. O MEU copo. O de panda. Eu queria enfiar a minha cabeça no travesseiro e nunca mais sair. Suspirei e olhei pro teto. Ele deve estar rindo até agora, contando pros irmãos “ah, a protegida é uma cri

