VALENTINA Quando olho pelo vidro lá está ele todo entubado, quase não respirando mais, a angústia no meu peito é enorme, minhas lágrimas caem sem parar. Eu encosto a cabeça no vidro, e choro. — Meu amor. — eu sussurro em meio as lágrimas. — Ele é forte Valentina, ele vai sobreviver. — Se ele morrer eu morro junto, Aníbal. — A culpa é minha eu devia ter sido mais cauteloso. — Não é culpa sua, Aníbal, a culpa é do monstro que um dia eu ia me casar, ele é culpado, mas vou fazer ele pagar. — Eu mesmo vou me encarregar disso, Valentina é uma questão de honra, Bernardo é como um filho para mim, e como pai dele não está mais aqui eu mesmo vou me encarregar de fazer todos pagarem. — sinto sua voz rouca. — O que está mulher está fazendo aqui? — essa voz eu reconheço, lógico é essa voz só p

