Rebeca Vasconcellos Prado Um mês e meio se passou. Luna já conhecia a minha voz, reconhecia o cheiro do Alessandro… e quando sorria — mesmo sem saber por quê — era como se o mundo inteiro sorrisse com ela. Acordei com o sol tímido entrando pelas frestas da cortina. Tateei a cama. Vazia. Alessandro não estava ali. Me enrolei no roupão, amarrei na cintura — o corpo ainda se acostumando com o novo — e fui até o quarto ao lado. A porta estava entreaberta. E a cena… me fez parar. Ele estava ali. Encostado na poltrona de amamentação. Sem camisa. Apenas de calça de moletom cinza, frouxa na cintura, deixando em evidência cada traço do abdômen marcado. O cabelo bagunçado. A barba por fazer. E nos braços… A Luna. Toda enroladinha na manta branca. De olhos abertos, olhando pra el

